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21 de julho de 2007
Patrões e o tiro no pé

Ter uma mensagem clara, curta e concisa é um bom principio para que ela rompa as barreiras da imprensa e chegue aos destinatários.
Portanto e na óptica exclusivamente da comunicação, dizer uma barbaridade pode ser útil para uma maior eficácia.
O pior é que se a frase ou ideia forem transformados em mensagem demasiado clara podemos criar o efeito tsunami. E depois não adianta nada correr atrás da onda mediática com um balde de praia a tentar apanhar a água toda. A tentar desdizer o que se disse de forma tão rotunda.
Se a mensagem quebrou a barreira do som, haverá vidros partidos. E não adianta tentar cola-los com saliva.
Por esse efeito tsunami ou tiro no pé foi desta vez executado pelos patrões.
Basta ver a notícia que está hoje em todos os jornais, tv´s e rádios e que agora os mesmos patrões tentam parar munidos do seu baldinho de praia.
Pois é: as construções na areia são muito lindas enquanto estão húmidas (ontem) mas quando secam em dia de vendaval (hoje) sujam os olhos.




Confederações querem possibilidade de despedimento por razões ideológicas
As confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos, defendendo por isso o fim do artigo da Constituição que impede esta possibilidade. Em comunicado, estas confederações defendem ainda a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais.
As confederações patronais pretendem eliminar da Constituição o artigo que impede o despedimento de trabalhadores por motivos políticos ou ideológicos, uma vez que
esta situação limita o despedimento individual.


in TSF

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18 de julho de 2007
Cheira-me a sangue no Montijo

Um bom crime é a alma dum bom jornal tablóide.
Sangue na primeira página é garantia de mais 30% de vendas e de falatório certo no café da aldeia ou do bairro.
Os jornais mais populares e com alguns laivos de tablóide - com diferentes intensidades - 24 horas, Correio da Manhã e JN, escrevem muitas histórias sobre pequenos crimes.
Até que chega o dia do grande crime.

Estou a falar do crime do Montijo. Em que o pai terá assassínado toda a família e depois suicidou-se.
Comprei e li o "Correio da Manhã" para o ver com olhos "do povo".
Confesso: fiquei arrepiado com o relato.
Mas pergunto: o relato é verdadeiro ou uma aventura romanceada? E será legítimo descobir causas possíveis como as descritas no jornal?
Fui ao café e não se falava doutra coisa.
É a magia do tablóide e a explicação pragtmática do fracasso dos jornais ditos de referência.





Horror: Família assassinada
Menina mais nova ainda se tentou esconder debaixo da cama

Joana, de 11 anos, foi a última a ser assassinada. Estava a dormir, acordou com tiros e, assustada, tentou esconder-se debaixo da cama. O pai, que já lhe matara a mãe e a irmã, aproximou-se dela de revólver em punho. A menina, de cócoras no chão, morreu com uma bala na nuca.

A mulher foi morta, à porta do quarto, com um tiro de
caçadeira na boca A única explicação que a vizinhança encontra para a tragédia assenta na vida de Adelino Freire: o empreiteiro enfrentava sérias dificuldades nos negócios e passava noitadas fora de casa. A família Freire vivia numa vivenda geminada, na Rua Cidade de Coimbra, no Montijo.

Na manhã de segunda-feira, muito provavelmente depois das 08h00, Adelino matou a mulher, Idalina, de 40 anos, à porta do quarto: encostou-lhe o cano da caçadeira à boca e disparou. Pouco depois, Adelino vai ao quarto da filha mais velha, Ana, de 21 anos, finalista de Engenharia. Ela está deitada e recebe um tiro de revólver na garganta. Mata a seguir a filha mais nova, Joana. Adelino larga o revólver, volta ao quarto, empunha outra vez a caçadeira. Deita-se na cama,
encosta o cano por debaixo do queixo e prime o gatilho.
.....
MOTIVOS POSSÍVEIS

DINHEIRO
Uma das causas apontadas para este
crime hediondo são os problemas financeiros por que passavam as empresas de Adelino Freire. Investimentos mal feitos estavam a levar o empresário à falência.

AMOR
O facto de Adelino Freire passar muitas noites fora de casa e, por
vezes, fins-de-semanas inteiros, poderá ter provocado uma ruptura conjugal.

LOUCURA
Certo é o estado de instabilidade mental a que o empresário
chegou - única justificação encontrada para ter morto de forma violenta a família.

in Correio da Manhã por Ricardo Cabral

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17 de julho de 2007
Sinto-me um ginecologista: trabalho onde espero que muitos se divirtam



É a frase do dia.
De José Miguel Júdice.
Ah Grande Maluco!
Apetece perguntar: Oh Sô Doutor a que raio de zona de trabalho estava ra referir-se?
Pergunta para o bastonário dos médicos: Como comenta esta ingerência dos advogados na medicina?
Prémio Nobel para o sound-byte do
dia.

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16 de julho de 2007
237 razões para fazer sexo







Será preciso alguma?
Ou os cientistas descobriram que a melhor forma de conseguirem atenção e um financiamento extra é arranjarem um título mediática e publicamente atractivo?
Pois bem, nos comentários aqui em baixo (botão azul) aceito razões e sugestões.
Haverá algo mais vendável na imprensa do que o sexo?







Estudo americano lista ''237 razões para fazer sexo''

Cientistas da Universidade de Austin ficaram impressionados com alto número de motivos

São Paulo - Uma pesquisa feita nos Estados Unidos
identificou e analisou 237 razões pelas quais as pessoas fazem sexo. Das razões mundanas ("Queria uma experiência física prazeirosa") às espirituais ("Queria estar mais perto de Deus"), a pesquisa concluiu que os motivos de cada um para buscar o ato sexual - ou consentir com ele - são "numerosos e complexos". Em uma primeira fase de identificar as razões, os 1.549 entrevistados disseram que às vezes fazem sexo porque querem deixar o parceiro feliz. Outra razão que chamou a
atenção dos pesquisadores foi o desejo de vingança por parte de quem foi traído e queria ''dar o troco''. Em uma segunda fase, o estudo separou os 237 motivos por subgrupos. Uma primeira categoria coube às razões físicas - redução de estresse, busca de prazer, desejo físico e busca de experiências. Outra categoria identificada foi a do sexo para atingir determinado objetivo, como obter recursos materiais ou financeiros, alcançar status social, vingar-se do parceiro ou encarar a atividade sexual de alguma outra forma utilitária. Os pesquisadores chamaram "fatores de segurança" aqueles que incluíam a melhora na
auto-estima, cobrança ou a pressão por manter uma vida sexual, e a necessidade de ''segurar'' o parceiro. Finalmente, disseram os pesquisadores, a humanidade também faz sexo por razões emocionais: por amor e compromisso, ou para expressar seus desejos. "Historicamente, assume-se que as razões pelas quais as pessoas
fazem sexo são poucas e de natureza simples - para reproduzir, ter prazer, ou aliviar a tensão sexual", escreveram os pesquisadores Cindy Meston e David Buss, da Universidade de Austin, no Texas. "Várias perspectivas teóricas sugerem que os motivos para ter relações sexuais são numerosos e de natureza psicológica complexa." As conclusões foram publicadas na versão que ainda está na versão online da revista científica Archives of Sexual Behavior.

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2 de fevereiro de 2007
Meia rota ou a uma imagem vale mais do que mil palavras
Às vezes é dificil explicar a alguém que falar na televisão é "aparecer" na televisão.
E que esse "aparecer" na tv é mais importante do que se diz. O simples estar implica uma comunicação imediata e mais forte do que as palavras ditas.
Claro que podemos sempre ver a excepção do Ministro da Economia Manuel Pinho. E aí junta-se a falta de habilidade política com o desacerto na comunicação. É uma perfeita nódoa quando aparece. Um cromo. Uma delícia para qualquer humorista ou repórter.
Mas pior do que uma nódoa é uma buraco. E dois buracos nas meias dum senhor muito rico que veste fatos mais caros do que o meu carro, é francamente divertido.
E por isso segue o conselho - de borla - aos assessores do ministro Pinho: Nunca deixem o chefe tirar os sapatos. O obriguem-no a usar dois pares de meias. São úteis para tapar qualquer buraco. Dos pés ou da boca. Assim ele fala menos. E se as meias forem de licra o Primeiro-Ministro ainda pode usa-las para lhe apertar o pescoço. Antes de o atirar ao Tejo ou mesmo deixa-lo em Macau.
E pelo caminho deixe também os assessores de imprensa do governo que agora resolveram pressionar descaradamente os jornalistas tentando evitar que a m... que os ministros fazem não passe nas notícias. Ouvi dizer que isso ainda irrita mais o povo que escreve as notícias e os torna mais agressivos.
Já agora, o senhor que tem os buracos nas meias chama-se Paul Wolfowitz e é o presidente do Banco Mundial.

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17 de janeiro de 2007
Justiça abutre
Já suspeitava.

in Lusa :


A jornalista Helena de Sousa Freitas considerou hoje, em Viana do Castelo, que,
muitas vezes, é "por preguiça" que os tribunais pressionam os jornalistas a
revelarem as suas fontes e, assim, violar em o sigilo profissional.
Segundo
Helena de Sousa Freitas, as pressões acontecem porque a justiça
"fica irritada por ter de ser ela a investigar", quando, se o jornalista se pre
dispusesse a abrir o livro, ficaria "com a papinha toda feita".
"Há aqui um bocadinho de preguiça dos tribunais", sublinhou.
Helena Sousa Freitas falava na sessão de apresentação do seu livro "Sig ilo Profissional em Risco - Análise dos Casos de Manso Preto e de Outros Jornali stas no Banco dos Réus", desenvolvido a partir de um trabalho apresentado pela a utora à Faculdade de Direito de Lisboa, no âmbito de um curso de pós-graduação e m Direito da Comunicação Social.

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9 de janeiro de 2007
Assessor de imprensa = Imbecil
Há 3 categorias de asssesor de imprensa:
  • O amigo do chefe
  • O amador
  • O profissional

e a quarta categoria: o Assessor de Imprensa que trabalha para o Governo e tem dúvidas ou certezas existenciais sobre se é assessor de imprensa, asssessor político ou conselheiro-mor do ministro.

O assessor por acaso amigo do chefe é transitório, não sabe nada sobre a imprensa e muito menos sobre o tema de que trata a organização do chefe. Qualquer pergunta acertará sempre na trave. "Não sei..." "Ainda não é o momento..." "Vou ver..."

O amador é o assessor que por boa vontade ou entalado pelo chefe tem que "desenrascar" o lugar. Ainda por cima esta coisa das relações públicas e media entrou na moda e fica bem ter um em casa. Se o amador tiver jeito até pode evoluir e tornar-se profissional.

O Profissional é aquele que conhece o assunto, sabe de jornalismo, conhece os jornalistas importantes e defende a sua instituição. Nota-se a léguas porque pergunta sempre "Para quando precisa de uma resposta?"

Finalmente o Imbecil. Perdão, o Assessor Político armado em conselheiro governamental.

São a esmagadora maioria dos assessores dos ministros do Governo. Sim, deste governo também. Geralmente não dominam o funcionamento dos media nem sabem bem como funciona o cérebro editorial dos jornalistas. Depois à o subgrupo dos que tem alergia aos jornalistas. Que nojo, arg. E os que acham que a imprensa é força de bloqueio e de oposição ao Governo.

Ora cá está amigo Primeiro-Ministro aquilo que se convencionou chamar o fim do Estado de Graça. É´o momento em que os seus rapazolas subordinados assessores de imprensa começam a ficar com azia no contacto com os jornalistas e vice-versa.

Adivinhe quem vai sair amarrotado deste ligeiro conflito de interesses?

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4 de janeiro de 2007
Namorado da Elsa agride comentadores
Este é o namorado da Elsa Raposo.Bem...
É o ex-namorado da Elsa Raposo.
Pelo menos até à hora a que escrevo esta entrada.


Chama-se Mário e foi o cineasta, realizador, camaramen e actor do filme que gravou com a Elsa.

O chamado vídeo doméstico intímo.
Melhor. Um vídeo de sexo puro e duro.

Talvez amor na forma carnal perante a camara de tv lá de casa.

Mas o Mário além de actor e realizador da película que está a animar Portugal, é também um bom relações públicas da sua causa.

A sério. Sem ironia.

Ora com o Mário e o seu alter ego televisivo podemos apreender e explorar um pouco melhor como se pode falar na televisão de forma eficaz e rápida.
Ou em português: o curto e grosso. (não façam já piadinhas mentais escabrosas. Eu ainda não vi o filme)

Ora o Mário aplicou todas as boas regras para se fazer ouvir na tv.
Usando frases fortes, curtas e apelativas.Tudo num ataque frontal aos "comentadores da vida social" da tertúlia rosa da SIC. Aquilo a que os antigos da minha terra chamavam os "coscuvelheiros"
Para quem não sabe os tertúlianos são Cláudio Ramos, Valentina Torres e Maya.

Os três falaram que se fartaram do vídeo e o Mário resolveu responder em directo com estes fabulosos "sound-bytes"


Sobre Cláudio Ramos




"Um deixou a própria mulher e a filha para viver com um homem."






Sobre Valetina Torres:




"A outra, encaixada aí nesse sofá, fazer sexo só se for com uma grua."







.:
Sobre Maya:





"A última só vai para aí medicada para conseguir falar."









Não há dúvida.
Tem o Dom da Palavra.

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Aborto começou a Campanha

O tema será recorrente.



O aborto ou interrupção voluntária da gravidez.



Mas a novidade da campanha para o referendo consiste na entrada em cena da internet e das suas mensagens.



No último referendo ninguém usava internet. Em rigor quase ninguem.



Agora a "corrente" pode desequilibrar o voto.



Mas os utilizadores em massa da net serão pró ou contra.



Para início de conversa deixo este poster que recebi na minha caixa de correio electrónico.



E uma declaração de interesses: Eu vou votar SIM pela despenalização.






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1 de janeiro de 2007
ELSA E MÁRIO EM SILÊNCIO COM DVD 'PORNO'
O Correio da Manhã continua a liderar na deliciosa história videográfica e sexual de Elsa Raposo.
Será que o jornal vai investir os 250 mil euros e promover a distribuição da película pelos seus leitores? Ou o 24 horas ganha a corrida.
Não podemos esquecer a TVI e o seu cariz populista. Ou a SIC para subsituir o porno-light do "Jura".

É que se não se põe a pau o video não tarda nada aparece no You Tube ou no Emule e e ninguém ganha nada com este divertimento.

Vale seguir a novela no CM

ELSA E MÁRIO EM SILÊNCIO COM DVD 'PORNO'
O filme em que Mário Esteves e Elsa Raposo são vistos a manter relações
sexuais, que o Correio Vidas já visionou, não mereceu qualquer tipo de
comentário por parte do professor de surf, o autor das filmagens caseiras que se
prolongam ao longo de uma hora.O ex-namorado de Elsa Raposo não se quis
pronunciar sobre a existência do mesmo, enquanto Elsa Raposo, no Brasil, esteve
incontactável. O mesmo já não aconteceu com Gabriela de Luca, antiga companheira
do actual namorado da ex-apresentadora. “Já vi o filme e achei tudo aquilo
nojento”, confessou ao nosso jornal. “Nunca vi nada parecido. Aquilo só mostra o
nível baixo da Elsa Raposo”.

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17 de dezembro de 2006
COMO ESCOLHER UMA AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO?
Será que é possível colocar numa lista os critérios para escolher uma boa agência de comunicação?
Será que existem boas agências de comunicação em Portugal?

Vale conferir aqui
O ir buscar directamente os critérios dos nossos irmãos do Brasil (em pdf)

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14 de dezembro de 2006
Abriu a caça
Para se ser notícia uma das regras básicas é enviar os comunicados de imprensa para as pessoas certas.
As "pessoas certas" é um conceito subjectivo mas com jeitinho chegamos lá.
Normalmente "certo" é o editor.
Já agora o editor da área "certa". Mandar um comunicado de imprensa candidato a notícia para o editor de desporto sobre um acontecimento da moda é ganhar um bilhete para o caixote do lixo.
Este exemplo é um exagero, uma caricatura.

E que tal mandar ao editor de saúde um notícia de veterinária?-


ICBAS investiga doença fatal para 90% dos coelhos adultos

Doença Hemorrágica do Coelho perturba economia e desequilibra ecossistema



Países como Portugal, onde a carne de coelho faz parte da dieta tradicional, têm vindo a sofrer perdas económicas, dada a elevada mortalidade desta doença, que provoca a morte de 90% dos coelhos infectados dentro das primeiras 72 horas. Caçadores mostram-se preocupados e ecologistas alertam para o risco de extinção das espécies predadoras, entre as quais o Lince Ibérico.

Evidências experimentais apontam para que sejam os coelhos jovens o reservatório deste vírus letal.



Os coelhos adultos infectados por este vírus morrem subitamente – entre 24 a 72 horas – sem apresentar previamente sinais de doença. O vírus do DHC aloja-se e multiplica-se no fígado muito rapidamente após a infecção, provocando a morte das células infectadas, pelo que é no fígado que se encontram as lesões mais graves.



O estudo desenvolvido no ICBAS demonstra que o sistema imunitário dos coelhos jovens (menos de oito semanas) responde à infecção pelo vírus da DHC, produzindo anticorpos que os protegem quando chegam à vida adulta e se tornam susceptíveis à doença. Para a resistência dos coelhos jovens a esta infecção pode contribuir o aparecimento no fígado infectado de linfócitos - células que podem reconhecer outras células infectadas por vírus, promover a sua destruição e funcionar como células da memória imunológica. Deste modo, quando o vírus invade o organismo pela segunda vez, a resposta imunitária é mais intensa e mais rápida, poupando a vida a estes coelhos na idade adulta.



Apesar de não identificar os mecanismos que permitem aos coelhos jovens sobreviver a esta infecção letal, o trabalho desenvolvido pelo ICBAS permite avançar nas investigações. Caso se comprove que os coelhos jovens são portadores assintomáticos do vírus na natureza, este estudo assume-se como um contributo essencial para a epidemiologia da DHC, pois vai permitir compreender alguns aspectos ainda enigmáticos do comportamento da doença nas populações dos coelhos.

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1 de dezembro de 2006
Olhos e ouvidos atentos
Pago para ver.
Pelo menos são claros.
Mas se assumem uma posição editorial clara por um dos lados como podem garantir uma cobertura equidistante e equilibrada da campanha pelo referendo?
E a inexistente autoridade da comunicação social tem 5 minutos para reflectir sobre o assunto?
E a TSF vota a favor?
E a pública Antena 1 segue a posição do governo?

Estou curioso e à espera da luta Sol/Expresso.

in Público de hoje (01-Dez)


Renascença defende "não" no referendo ao abortoA Rádio Renascença posicionou-se ontem a favor do "não" no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, mas garante que "actuará com a objectividade própria dos meios de comunicação social". "A Renascença situa-se inequivocamente do lado da vida e do "não" perante a pergunta posta a sufrágio", refere uma nota lida aos microfones da emissora católica antes do noticiário das 8h00. A direcção da rádio ressalva, no entanto, que nos seus espaços informativos "actuará com a objectividade própria dos meios de comunicação social e saberá, por isso, distinguir factos e propaganda, notícia e opinião".

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27 de novembro de 2006
A dor de uma frase forte
"Senti logo que a lesão era grave, pois, quando olhei para o joelho, a rotula estava no músculo"
Hélder Barbosa, jogador de futebol.

Um bom exemplo de explicar tudo numa frase só.
Os jogadores de futebol, quase sempre acusados de "falar com os pés", de vez em quando são mais acertivos que ninguém.

Geralmente acertam em cheio quando o assunto tem elevada carga dramática. Como é o caso da grave lesão deste jovem e talentoso futebolista.
Perante uma lesão grave contraída num jogo particular Hélder Barbosa diz "Senti logo que a lesão era grave..." Gastou 7 palavras para contar com clareza e lucidez algo que um médico levaria 5 minutos de palavras dificeis para explicar. Paleio tipo "a rotura do tendão rotuliano com acscensão da cartilagem junto do osso femural..."

O que é simples, claro, directo e emotivo vale sempre mais.
Comunica mais e até os leitores da Bola (de onde vem esta noticia) conseguem perceber.

Depois da frase forte e clarividente pode explicar-se os pormenores. Por exemplo que o jogador ficará sem pisar os relvados por um longo período depois da habitual cirurgia.

Se quiser citar o grande criador de sound-bytes do futebol português, João Pinto ex jogador do F.C. Porto e da selecção nacional, diria que ao contrário de ter "chutado com o pé que tinha mais à mão" Hélder entrou com o pé esquerdo no jogo.

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