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17 de julho de 2007
Secretária de Estado apanhada a falar mal do governo???!!!


O Jornal Médico de Família e o seu cartoonista Eduardo não poderiam deixar escapar este bife do lombo, este pitéu das últimas declarações da Secretária de Estado Adjunta da Saúde para recordar basta ver uma postagem anterior aqui.


Ora perante o conselho de falar apenas em casa, no café ou na esquina, num círculo de amigos, o Eduardo fotografou a lápis de cor esta "intimista" conversa de café.


Vale ler no Jornal Médico de Família


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2 de julho de 2007
Cartas violadas em sub-região da saúde de Castelo Branco
Democracia musculada agora na versão "espreitar" a correspondência.


Só faltam as cameras de video nas casas de banho e as escutas telefónicas no local de trabalho.




A directora da sub-região de saúde Castelo Branco emitiu a 20 de Junho uma nota
em que informava os funcionários que "a correspondência recebida endereçada
directamente a determinados funcionários ou ao cuidado dos mesmos será aberta na
coordenação, desde que oriunda de qualquer serviço público ou outro".


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Liberdade de expressão?
Agora que o tema está em voga, o tema da liberdade de expressão, vale olhar para outros países.

Será que os casos Charrua ou directora do centro de saúde de Vieira do Minho se poderiam replicar em França?

No país da liberdade, fraternidade e igualdade

Aparentemente...



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1 de julho de 2007
Nos hospitais é proíbido falar
Depois da piada do Professor Charrua, do cartaz no centro de saúde de Vieira do Minho agora chegamos ao hospital.
Estamos portanto a subir de nível.
O governo toma assim os seus lugares de baixo para cima, depois do o ter feito de cima para baixo.
Sinto-me no meio duma sandes.
Serei eu a próxima vítima?
A democracia musculada estende o seu longo braço para apertar o pescoço dos que que não abanam com a cabeça ao regime socrático.
Estou a captar no ar uma mistura do bolor cavaquista com um travo do mofo salazarento.
Parece-me que há governos que se dedicam a suicidar-se sem explicação.
É como as baleias.
Já agora e olhando os factos na perspectiva mediática: os acólitos do PS tem muito jeitinho para arrasar qualquer esatratégia de comunicação dos "experts" do governo.

Fica a notícia do jornal público:


Autarca do PSD acusa ministro da Saúde de afastar presidente de hospital
por críticas
01.07.2007,
Joana Ferreira da Costa

Castro Almeida diz que foi esta a justificação do ministro da Saúde para não reconduzir no cargo o responsável pelo Hospital de S. João da Madeira
O presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Castro Almeida, acusa o ministro da Saúde de não ter reconduzido no cargo o presidente do hospital da cidade por este ter criticado abertamente a política de reestruturação das urgências do Governo. Isso mesmo lhe terá sido confirmado por telefone pelo ministro Correia de Campos.

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30 de junho de 2007
Museu Salazar muda-se para Vieira do Minho
Começo a ficar seriamente preocupado com a democracia musculada que se instala no nosso país.
Este blogue nasceu e serve para olhar com outros olhos a mediatização pública que se faz dos acontecimentos.
Isso inclui por regra figuras públicas , jornalistas e meios utilizados.
Por rotina e porque são mais facilmente caricaturáveis os políticos tem sempre lugar neste blogue.
Começo a temer que algum ilustre socialista "bufo" ou doutra espécie ainda pior tente fechar este blogue, calar-me a boca ou ameaçar com um processo judicial apenas para me inimidar.
Na leitura diária do jornal Público passei os olhos por esta notícia abaixo citada.
E preocupo-me.
Porquê?
Porque acabei de descobrir que o cento de saúde de Vieira do Minho é um sítio onde a democracia ainda não chegou.
Já sabiamos que é proíbido gozar com o ministro agora até é proíbido a entrada de jornalistas.
Na áerea comum, tipo a sala de espera.
Será que tem lá uma bandeira do PS, uma foto do Sócrates ou uma vela?

Tudo não passa de "politiquice"
30.06.2007,
Carla Sofia Martins

Por detrás das vidraças das janelas do Centro de
Saúde de Vieira do Minho, alguns funcionários observavam atentamente o vaivém dos jornalistas que, impedidos de entrar nas instalações para tirar imagens, rondaram durante todo o dia o edifício. Às perguntas, fugiam com os habituais "não sei" ou então "não estava cá nessa altura", mas a curiosidade em torno do mediático caso da exoneração da antiga directora daquela unidade não esmoreceu e, durante grande parte do dia, olharam em silêncio o movimento dos meios de comunicação social, que se ocupavam com uma polémica nacional que, por ali, se apelidou de "politiquice".

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29 de junho de 2007
Ministro da Saúde mente diz directora demitida


A polémica à volta do caso parecido com o do Charrua mas agora na saúde continua.


O ministro da saúde chamou à pressa os jornalistas para dar ao povo a sua versão factos.


Correia de Campos disse que a ex-directora Celeste Cardoso não estav á altura do cargo, não foi leal nem imparcial e permitiu que se fizesse política local no centro de saúde de Vieira do Minho.





Pois a directora demitida Celeste Cardoso falou pela primeira vez à Antena 1 e disse com todas as letras que o ministro mentiu.


Vale a pena ouvir!


Logo que tenha a ligação vou coloca-la aqui no blogue.





outros blogues falam deste assunto





O Medo da Rosa, Desculpem, do Riso




Sem comentários




Murcon

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28 de junho de 2007
TSF: Ministro sugere dar remédios fora de prazo «aos pobres»
A TSF rádio das notícias deu barraca.
Pôs o ministro da saúde a dizer algo que afinal não disse.
Depois percebeu que meteu a "pata na poça" e corrigiu a notícia apenas factualmente como se nada tivesse acontecido.
Nem um pedido de desculpas, nem uma explicação aos ouvintes. Nada.





O meu índice de confiança na TSF desceu.



Deixo aqui as duas notícias.
Para que quiser comentar.
A BARRACA

Ministro sugere dar remédios fora de prazo «aos pobres»O ministro da Saúde,
Correia de Campos, aconselhou a entrega «a pobres» de medicamentos fora de
prazo, como forma de evitar o desperdício de fármacos.
De acordo com a TSF,
Correia de Campos intervinha numa conferência na Ordem dos Economistas quando
foi interpelado por um dos participantes, da Associação Nacional de Farmácias,
que exibiu um saco com medicamentos fora de prazo, no valor de 1.700 euros.
O ministro da Saúde referiu que «toda a gente sabe» que há desperdício de
medicamentos, nomeadamente que, por vezes, os utentes compram unidades a mais do
que necessitam. «Certamente essa Associação a que pertence tem pobres inscritos.
Talvez pudesse facultar esses produtos farmacêuticos para serem utilizados»,
recomendou o ministro.
Diário Digital / Lusa
28-06-2007
7:18:00

E COMO SAIR DUMA BARRACA, DE FININHO...

Ministro assegura que não defendeu medicamentos fora de prazo para pobres
O
ministro da Saúde garantiu que não defendeu a entrega de medicamentos fora de
prazo para os mais pobres. À TSF, Correia de Campos esclareceu que quando foi
confrontado com um saco de medicamentos que lhe foi mostrado por um
representante da Associação Nacional de Farmácias partiu do princípio que estes
estariam dentro do prazo.
( 09:14 / 28 de Junho 07 )

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21 de junho de 2007
Uma boa notícia, é uma notícia falsa
Explico-me.

Se um jornal publicar um notícia verdadeira, está dada.


Amanhã sobram no máximo as reacções à notícia. Embora os vampiros da rádio e da tv costumem fazer melhor esta parte das reacções.


Mas se a notícia for falsa ou quiçá não verdadeira ou ainda verdadeira mas desmentida...


Aí sim!


Isso é que é peixe para por a render.


Se for falsa hoje, fazemos outra amanhã a desmentir.


Como diz um amigo jornalista: são duas notícias pelo preço de uma.


Se a notícia for desmentida ou der uma confusão do catano: melhor.


Se for tudo para tribunal, atingimos o orgasmo noticioso.


E se o juíz nos obrigar a revelar a fonte da notícia, então estamos no domínio do sexo tântrico.


Vemos a Lua.



Será o caso desta do CM?
Duvido.
Até porque sei que a notícia tem fundo verdadeiro
Mas é o fundo da gaveta onde o Ministro da Saúde Correia de Campos guardou o relatório que estudou como fazer os contribuintes pagar mais pela sua saúde.

Para animar a festa o gabinete do Ministro desmente a notícia.


Comunicado de Imprensa

Lisboa, 21 de Junho de
2007

O Ministério da Saúde desmente categoricamente a criação de
qualquer novo imposto, tal como tem reiteradamente
afirmado.


Gabinete de Imprensa do Ministério da Saúde



Amanhã já temos outra notícia para dar. Sugiro 4 títulos:

"Afinal não vai haver novo imposto para a saúde"
"Ministro desmente imposto"
"Ministro da Saúde desmente gaveta onde tem o estudo do imposto
"Ministro da Saúde queima pechiché onde estava o imposto"

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19 de junho de 2007
Fragmentos de Apocalipse: O RELATÓRIO SECRETO DO SNS (MAIS UM)
A imprensa serve para dar cabo do timing e das intenções pouco claras dos poderosos.
Quando um governo esconde relatórios de interesse público, inventam-se os jornalistas.

"Chapêu"
Cinco estrelas para Carlos Enes e para a TVI.

Senhor ministro da saúde não quer comentar?
Vá lá.... até o primeiro-ministro já dá explicações ao povo.

Fragmentos de Apocalipse: O RELATÓRIO SECRETO DO SNS (MAIS UM)

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19 de abril de 2007
Marques Mendes Operado no Hospital de Santa Maria


Comunicado de Imprensa do Hospital de Santa Maria






Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Maria Realiza Intervenção Cirúrgica Única no Mundo

O Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Maria realizou, no pretérito dia 21 de Março de 2007, uma intervenção cirúrgica em que foi utilizada uma técnica original e inteiramente desenvolvida em Portugal.
O Prof. Doutor Dinis da Gama, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular, Director do Serviço, volvidos catorze dias após o complexo e delicadíssimo acto cirúrgico, concedeu-nos esta entrevista onde foram observados todos os aspectos mais expressivos da cirurgia realizada, e que, para além de outros factores, vem mostrar as capacidades e potencialidades existentes no nosso País.
«Este caso envolveu uma doença denominada aneurisma da aorta. A aorta é a principal artéria que irriga todo o organismo, ou seja, é a artéria que leva sangue a todos os segmentos do nosso corpo, e, muito embora raramente, por vezes adoece e começa a dilatar. Regra geral, essa dilatação é progressiva e a dado momento rompe, eventualidade que em segundos provoca a morte do doente. A única forma de prevenir essa evolução catastrófica é sujeitar o doente a uma intervenção cirúrgica, a qual consiste em retirar o aneurisma e substitui-lo por um conduto protésico. Esse conduto, ou se quiser, esse substituto, consta de uma aorta de plástico, actualmente muito sofisticada e sem qualquer risco de rejeição». Para que a informação nos chegasse pormenorizada, o Professor, sempre com uma linguagem acessível continuou: «Em determinadas circunstâncias, o aneurisma é de tal forma grande que envolve não só a aorta do abdómen como também a aorta torácica, o que implica uma intervenção cirúrgica muito complexa. E complexa porque se torna necessário retirar toda a aorta, quer no tórax quer no abdómen, o que significa que estamos perante uma operação que obedece à abertura de toda a cavidade torácica e de toda a cavidade abdominal. Mas para que entenda melhor a delicadeza do processo, posso adiantar-lhe também que para além dessa delicada intervenção, é necessário interromper toda a circulação sanguínea para se proceder à implantação da nova aorta artificial».

Uma técnica americana adaptada à realidade portuguesa

O Professor Dinis da Gama, visivelmente sereno, confiante e determinado, continuou: «Fiz a minha formação nos Estados Unidos da América. Em 1976 estava a trabalhar no maior Centro de Cirurgia Vascular do mundo, onde aprendi com os melhores cirurgiões do século XX. Quando regressei a Portugal, trazia, como é natural, os conceitos e as técnicas americanas, no entanto, lamentavelmente verifiquei que os primeiros doentes que operei não sobreviveram. E não sobreviveram por várias razões: o contexto onde decorre a assistência nos Estados Unidos da América não é o mesmo que decorre em Portugal. Nós, portugueses, somos diferentes e em termos de organização hospitalar tudo é diferente. Somos portugueses, não somos americanos, e as técnicas americanas não têm que ser obrigatoriamente viáveis em Portugal, razão que me levou a adaptar as técnicas americanas às circunstâncias da realidade portuguesa e que fez nascer, em 1984, a publicação desta técnica». E sustentou: «Felizmente que estas situações são muito raras, no entanto, ao longo destes anos temos vindo a aplicar esta técnica que se tem mostrado bem sucedida. Agora tivemos o caso deste doente, um homem de raça caucasiana, com cinquenta e nove anos e que apresentava um aneurisma da aorta com nove centímetros de diâmetro, quando uma aorta normal mede dezoito milímetros. Atente que estamos perante uma situação com uma dimensão cinco vezes superior ao normal, com a agravante de estar na iminência de romper. Ora, a operação que realizámos há precisamente catorze dias e que consistiu na abertura do tórax, do abdómen e a substituição não só de toda a aorta, mas também – e aqui é que está a singularidade – de cada uma das artérias que vai irrigar os rins, vai irrigar o intestino e vai irrigar o fígado, tornou o procedimento muito complexo e extremamente exigente, e mais exigente ainda por estarmos a trabalhar com limites temporais. Tudo tem que ser feito dentro de um período de tempo muito limitado».

O Hospital de Santa Maria, a muita experiência e a elevada qualificação dos profissionais

Instado sobre as condições técnicas e humanas necessárias à realização deste tipo de intervenção, o Prof. Dinis da Gama foi peremptório: «Naturalmente que para se realizar uma operação desta complexidade é necessária muita experiência, mas também é indispensável um conjunto de condições que só se encontram no Hospital de Santa Maria. Por outro lado, também é preciso sublinhar que este tipo de trabalho só se consegue com a participação de bons profissionais, e nós temos excelentes equipas. Dispomos de cirurgiões altamente qualificados, dispomos de anestesistas altamente qualificados e dispomos de enfermeiros altamente qualificados. Para além da cirurgia, temos depois o delicadíssimo período pós-operatório em que é necessário estar, a cada minuto, durante as vinte e quatro horas do dia, junto do doente. E se não veja: este doente perdeu oito litros de sangue, conseguimos recuperar cinco litros e seiscentos mililitros através de um processo de auto-transfusão, mas para todos os efeitos fez uma transfusão maciça, pelo que são perfeitamente normais as desregulações que possam ocorrer, situações que obedecem a um acompanhamento muito cuidadoso e em tempo útil de modo a ser dada resposta pronta a qualquer eventual complicação».

Um orgulhoso olhar de todos e para todos

O Prof. Doutor Dinis da Gama, convidado a um rápido olhar a estes catorze dias, numa só frase fez emergir o seu sentimento de Homem, de Profissional e de Director: «Olhando para estes catorze dias, começo por testemunhar o meu elevado apreço pelo excepcional pessoal que temos, quer a nível de médicos internos quer a nível do corpo de enfermagem. Depois, olhando à singularidade do acto operatório, olhando ao facto de ter sido realizado com uma técnica criada em Portugal e olhando ao facto de nos limites extremos da vida conseguirmos, ao fim de catorze dias nos cuidados intensivos, salvar e recuperar estas pessoas, são factores que constituem um quadro extremamente gratificante. Mais, são factores que merecem ser reconhecidos, por nós em primeiro lugar, depois pelo Conselho de Administração do Hospital e também por todos os portugueses».
E o Professor fechou o seu breve olhar aos catorze dias com estas fortes afirmações: «Temos que ter orgulho no que de bom conseguimos fazer, muito particularmente quando se cria algo de novo e com isso se torne possível salvar vidas. Eu tenho muito orgulho naquilo que fazemos! Tenho muito orgulho no meu pessoal e tenho muito orgulho no Hospital de Santa Maria!».

O staff que interveio na cirurgia

Depois de observados os aspectos mais relevantes e que, de certo, vão marcar a história médico-cirúrgica portuguesa, fica a informação de que esta cirurgia, iniciada às nove horas e concluída às dezoito horas, foi realizada por um staff composto pelos seguintes elementos: Prof. Doutor Dinis da Gama, que chefiou a equipa de Cirurgia, respectivamente: Dr. Diogo Cunha e Sá; Dr. José Maria Rodriguez, e Dra. Madalena Romero. A equipa de Anestesia foi chefiada pela Dra. Ângela Garcia, coadjuvada por mais três médicos anestesistas. A equipa de enfermagem foi integrada por uma enfermeira anestesista, duas enfermeiras instrumentistas e duas enfermeiras circulantes.
Também sobre a prestação de todo o staff directa ou indirectamente envolvido no acto cirúrgico, o Prof. Dinis da Gama fez questão de enaltecer o excepcional trabalho prestado pelo Serviço de Imuno-Hemoterapia, pelo Serviço de Pneumologia e naturalmente pelo pessoal do próprio Serviço de Cirurgia Vascular.

Lágrimas com sabor a Vida

O intervencionado, senhor Francisco Marques Mendes, com a voz embargada pela extrema e compreensível comoção, começou por nos dizer que deve a sua “nova” vida ao Senhor Professor Doutor Dinis da Gama e a toda a sua equipa.
Face pontiaguda, tingida de um castanho dourado emprestado pelos raios solares e severamente mapeada com os traços de quem trabalha a terra, o senhor Francisco deixou-se vencer pela catadupa de lágrimas que ia bebendo.
Eram lágrimas com sabor a vida.
Eram lágrimas de eterno agradecimento a todos quantos lhe ofereceram condições para voltar a chorar.
Eram as lágrimas do senhor Francisco Marques Mendes.
Ao jornalista, atraiçoado pela forte emoção que emoldurou esta visita ao homem de face pontiaguda tingida de castanho dourado, restou expressar um voto do tamanho de todos os mundos de muita saúde ao senhor Francisco.
Da porta da enfermaria ainda acenámos um Adeus.
O senhor Francisco lá ficou, sentadinho, a beber as suas lágrimas com sabor a Vida.

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12 de fevereiro de 2007
SIM claro!
E pronto, venceu o sim.
E pronto está provado que uma mensagem clara ganha a uma mensagem nublosa.
O Sim preferiu falar claro ao invés do que fez no referendo de 1998 e ganhou.
Exactamente o inverso aconteceu aos partidários do Não. A mensagem do foi mais confusa e a derrota aconteceu.
Vale sempre a pena falar claro.
(A foto deste post é da edição diária do Público, do repórter Nuno Ferreira Santos)

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4 de janeiro de 2007
Aborto começou a Campanha

O tema será recorrente.



O aborto ou interrupção voluntária da gravidez.



Mas a novidade da campanha para o referendo consiste na entrada em cena da internet e das suas mensagens.



No último referendo ninguém usava internet. Em rigor quase ninguem.



Agora a "corrente" pode desequilibrar o voto.



Mas os utilizadores em massa da net serão pró ou contra.



Para início de conversa deixo este poster que recebi na minha caixa de correio electrónico.



E uma declaração de interesses: Eu vou votar SIM pela despenalização.






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14 de dezembro de 2006
Abriu a caça
Para se ser notícia uma das regras básicas é enviar os comunicados de imprensa para as pessoas certas.
As "pessoas certas" é um conceito subjectivo mas com jeitinho chegamos lá.
Normalmente "certo" é o editor.
Já agora o editor da área "certa". Mandar um comunicado de imprensa candidato a notícia para o editor de desporto sobre um acontecimento da moda é ganhar um bilhete para o caixote do lixo.
Este exemplo é um exagero, uma caricatura.

E que tal mandar ao editor de saúde um notícia de veterinária?-


ICBAS investiga doença fatal para 90% dos coelhos adultos

Doença Hemorrágica do Coelho perturba economia e desequilibra ecossistema



Países como Portugal, onde a carne de coelho faz parte da dieta tradicional, têm vindo a sofrer perdas económicas, dada a elevada mortalidade desta doença, que provoca a morte de 90% dos coelhos infectados dentro das primeiras 72 horas. Caçadores mostram-se preocupados e ecologistas alertam para o risco de extinção das espécies predadoras, entre as quais o Lince Ibérico.

Evidências experimentais apontam para que sejam os coelhos jovens o reservatório deste vírus letal.



Os coelhos adultos infectados por este vírus morrem subitamente – entre 24 a 72 horas – sem apresentar previamente sinais de doença. O vírus do DHC aloja-se e multiplica-se no fígado muito rapidamente após a infecção, provocando a morte das células infectadas, pelo que é no fígado que se encontram as lesões mais graves.



O estudo desenvolvido no ICBAS demonstra que o sistema imunitário dos coelhos jovens (menos de oito semanas) responde à infecção pelo vírus da DHC, produzindo anticorpos que os protegem quando chegam à vida adulta e se tornam susceptíveis à doença. Para a resistência dos coelhos jovens a esta infecção pode contribuir o aparecimento no fígado infectado de linfócitos - células que podem reconhecer outras células infectadas por vírus, promover a sua destruição e funcionar como células da memória imunológica. Deste modo, quando o vírus invade o organismo pela segunda vez, a resposta imunitária é mais intensa e mais rápida, poupando a vida a estes coelhos na idade adulta.



Apesar de não identificar os mecanismos que permitem aos coelhos jovens sobreviver a esta infecção letal, o trabalho desenvolvido pelo ICBAS permite avançar nas investigações. Caso se comprove que os coelhos jovens são portadores assintomáticos do vírus na natureza, este estudo assume-se como um contributo essencial para a epidemiologia da DHC, pois vai permitir compreender alguns aspectos ainda enigmáticos do comportamento da doença nas populações dos coelhos.

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