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9 de agosto de 2007
Montanha russa mediática

Duvidei entre escrever como título desta mensagem "montanha russa" ou "roleta russa".

Os pais de Madeleine enfrentam o terceiro prisma mediático. O da suspeita.

Primeiro foram contados na imprensa como negligentes. Por deixar 3 crianças pequenas a dormir sozinhas num quarto enquanto jantavam com amigos.

Depois apareceram nos jornais e televisões como coitadinhos. Como pessoas que perderam uma filha.

Esta forma de mediatização coincidiu com a fórmula coitadinhos-ajudem-nos.

Os papás mostraram-se muito e abriram as portas da intimidade.

Criaram um momento orgástico para televisões e jornais tablóides. Mas a televisão ganhou.

Agora chegou o terceiro ângulo: os vilões.

O filme mediático pega - ou está a ser usado - nas pistas que acusam os pais de Madeleine de serem suspeitos da morte da criança. É o contra-ataque dos jornais tablóides.

E o que fazem os mediáticos papás? Chamam a polícia por assédio mediático. E depois dão 2 entrevistas às televisão.

Este caso é uma verdadeira montanha russa.

Terá a PJ a última bala?

Até já estou a ver na televisão os inspectores rodeados de provas, ADN´s, cabelos e sangue a provar ao povo como resolveram o mistério.

E os papás são vitimas, negligentes ou culpados?

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18 de julho de 2007
Cheira-me a sangue no Montijo

Um bom crime é a alma dum bom jornal tablóide.
Sangue na primeira página é garantia de mais 30% de vendas e de falatório certo no café da aldeia ou do bairro.
Os jornais mais populares e com alguns laivos de tablóide - com diferentes intensidades - 24 horas, Correio da Manhã e JN, escrevem muitas histórias sobre pequenos crimes.
Até que chega o dia do grande crime.

Estou a falar do crime do Montijo. Em que o pai terá assassínado toda a família e depois suicidou-se.
Comprei e li o "Correio da Manhã" para o ver com olhos "do povo".
Confesso: fiquei arrepiado com o relato.
Mas pergunto: o relato é verdadeiro ou uma aventura romanceada? E será legítimo descobir causas possíveis como as descritas no jornal?
Fui ao café e não se falava doutra coisa.
É a magia do tablóide e a explicação pragtmática do fracasso dos jornais ditos de referência.





Horror: Família assassinada
Menina mais nova ainda se tentou esconder debaixo da cama

Joana, de 11 anos, foi a última a ser assassinada. Estava a dormir, acordou com tiros e, assustada, tentou esconder-se debaixo da cama. O pai, que já lhe matara a mãe e a irmã, aproximou-se dela de revólver em punho. A menina, de cócoras no chão, morreu com uma bala na nuca.

A mulher foi morta, à porta do quarto, com um tiro de
caçadeira na boca A única explicação que a vizinhança encontra para a tragédia assenta na vida de Adelino Freire: o empreiteiro enfrentava sérias dificuldades nos negócios e passava noitadas fora de casa. A família Freire vivia numa vivenda geminada, na Rua Cidade de Coimbra, no Montijo.

Na manhã de segunda-feira, muito provavelmente depois das 08h00, Adelino matou a mulher, Idalina, de 40 anos, à porta do quarto: encostou-lhe o cano da caçadeira à boca e disparou. Pouco depois, Adelino vai ao quarto da filha mais velha, Ana, de 21 anos, finalista de Engenharia. Ela está deitada e recebe um tiro de revólver na garganta. Mata a seguir a filha mais nova, Joana. Adelino larga o revólver, volta ao quarto, empunha outra vez a caçadeira. Deita-se na cama,
encosta o cano por debaixo do queixo e prime o gatilho.
.....
MOTIVOS POSSÍVEIS

DINHEIRO
Uma das causas apontadas para este
crime hediondo são os problemas financeiros por que passavam as empresas de Adelino Freire. Investimentos mal feitos estavam a levar o empresário à falência.

AMOR
O facto de Adelino Freire passar muitas noites fora de casa e, por
vezes, fins-de-semanas inteiros, poderá ter provocado uma ruptura conjugal.

LOUCURA
Certo é o estado de instabilidade mental a que o empresário
chegou - única justificação encontrada para ter morto de forma violenta a família.

in Correio da Manhã por Ricardo Cabral

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11 de maio de 2007
MADELEINE - A MENINA QUE ENCHE OS TABLÓIDES

Os jornalistas usam uma espécie de “Tábua dos 10 Mandamentos” para escolher as notícias e o seu destaque.

Chamam-lhe critérios editoriais, mas é um disfarce.

Bom, digamos que tem uns quantos que são verdadeiros ou mesmo aproveitáveis. Uma notícia é-o porque é nova interessante e diz coisas às pessoas.

Mas há os chamados critérios escondidos. Aqueles que de facto atraem as audiências. São os assuntos mais negros ou picantes da existência humana.

A morte, o sangue, o sexo, o sinistro.

É aqui que se explica porque o caso da menina Madeleine, desaparecida no Algarve - enche jornais de papel, falados na rádio e vistos na TV.

O caso Madeleine incorpora em si um eventual rapto por motivos sexuais e quiçá um homicídio.

Uma criança raptada, violada e morta é o topo da colina de qualquer escolha editorial tablóide que se preze.

Mais um pouco e só falta chafurdar na lama.

Nesse momento estaremos todos em frente de tv a ver.

No dia seguinte podemos todos criticar o assunto.

Mas já vimos e directo e ao vivo.

A alma negra dos jornalistas está de novo sintonizada com a do povo.

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4 de janeiro de 2007
Namorado da Elsa agride comentadores
Este é o namorado da Elsa Raposo.Bem...
É o ex-namorado da Elsa Raposo.
Pelo menos até à hora a que escrevo esta entrada.


Chama-se Mário e foi o cineasta, realizador, camaramen e actor do filme que gravou com a Elsa.

O chamado vídeo doméstico intímo.
Melhor. Um vídeo de sexo puro e duro.

Talvez amor na forma carnal perante a camara de tv lá de casa.

Mas o Mário além de actor e realizador da película que está a animar Portugal, é também um bom relações públicas da sua causa.

A sério. Sem ironia.

Ora com o Mário e o seu alter ego televisivo podemos apreender e explorar um pouco melhor como se pode falar na televisão de forma eficaz e rápida.
Ou em português: o curto e grosso. (não façam já piadinhas mentais escabrosas. Eu ainda não vi o filme)

Ora o Mário aplicou todas as boas regras para se fazer ouvir na tv.
Usando frases fortes, curtas e apelativas.Tudo num ataque frontal aos "comentadores da vida social" da tertúlia rosa da SIC. Aquilo a que os antigos da minha terra chamavam os "coscuvelheiros"
Para quem não sabe os tertúlianos são Cláudio Ramos, Valentina Torres e Maya.

Os três falaram que se fartaram do vídeo e o Mário resolveu responder em directo com estes fabulosos "sound-bytes"


Sobre Cláudio Ramos




"Um deixou a própria mulher e a filha para viver com um homem."






Sobre Valetina Torres:




"A outra, encaixada aí nesse sofá, fazer sexo só se for com uma grua."







.:
Sobre Maya:





"A última só vai para aí medicada para conseguir falar."









Não há dúvida.
Tem o Dom da Palavra.

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1 de janeiro de 2007
ELSA E MÁRIO EM SILÊNCIO COM DVD 'PORNO'
O Correio da Manhã continua a liderar na deliciosa história videográfica e sexual de Elsa Raposo.
Será que o jornal vai investir os 250 mil euros e promover a distribuição da película pelos seus leitores? Ou o 24 horas ganha a corrida.
Não podemos esquecer a TVI e o seu cariz populista. Ou a SIC para subsituir o porno-light do "Jura".

É que se não se põe a pau o video não tarda nada aparece no You Tube ou no Emule e e ninguém ganha nada com este divertimento.

Vale seguir a novela no CM

ELSA E MÁRIO EM SILÊNCIO COM DVD 'PORNO'
O filme em que Mário Esteves e Elsa Raposo são vistos a manter relações
sexuais, que o Correio Vidas já visionou, não mereceu qualquer tipo de
comentário por parte do professor de surf, o autor das filmagens caseiras que se
prolongam ao longo de uma hora.O ex-namorado de Elsa Raposo não se quis
pronunciar sobre a existência do mesmo, enquanto Elsa Raposo, no Brasil, esteve
incontactável. O mesmo já não aconteceu com Gabriela de Luca, antiga companheira
do actual namorado da ex-apresentadora. “Já vi o filme e achei tudo aquilo
nojento”, confessou ao nosso jornal. “Nunca vi nada parecido. Aquilo só mostra o
nível baixo da Elsa Raposo”.

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31 de dezembro de 2006
Meningite, Alerta de Tsunami Mediático
Setúbal: criança morre com infecção provocada por bactéria
da

meningite
30.12.2006 - 22h31 Lusa



E pronto.

Vem a seguir as televisões com directos vazios e inúteis.

Os jornais tablóides na sua gritaria.

Os jornais que dizem ser sérios no seu encalço.

As rádios com as reações do povo.

Cá está mais um ano e mais uma "epidemia" de meningite.

Até estou admirado. No ano passado não houve nenhuma. Este ano devemos levar a dobrar.

A menos que alguém fale de gripe outra vez e aí... que se lixe a meningite. Viva a Gripe!

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6 de dezembro de 2006
Aprender tablóide: sangue, sexo e dinheiro



Esta é a capa do jornal brasileiro "ATribuna"
É um jornal tablóide como é bom de ver logo num primeiro relance.
Dá para ver porque razão estes jornais estão mais próximos dos leitores (os do povo, não você seu snob, leitor de blogs...) do que os jornais pretensamente sérios.
Está cá tudo:
  1. sangue dum assassinato numa paragem de autocarro,
  2. proximidade, a nossa cidade, a nossa rua
  3. Um mau: o "bandido"
  4. Um filho deficiente
  5. Dinheiro
  6. Duas mulheres muito belas e um rapaz igualmente bem-apessoado (será uma sugestão de sexo?)
  7. E tem nomes (personalização) Soraya, Jorge e a Roberta.
  8. Um sorteio da lotaria (mais dinheiro)
  9. A casa do seus sonhos
  10. Um concerto de borla na praia
  11. E um apagão nas comunicações de rádio da torre de controlo dos aviões no Brasil

Tanta comunicação numa primeira página e tanta confusão pela falta de comunicação com os aviões.

Em Portugal e em dia de notícia má, os visados geralmente parecem que fogem para o Brasil.

Não, não é uma piada para Felgueiras.

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