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25 de julho de 2007
Frase do dia: "chulo"????!!!!

É a frase do dia.
Sem mais comentários.
Prova que nem é preciso conhecer o contexto para perceber a eficácia comunicativa dum insulto.

Jaime Ramos chama "chulo" a deputado
O líder da bancada social-democrata Jaime Ramos acusou ontem Edgar Silva (PCP) de ser "um chulo da sociedade", "um desgraçado, um vadio que viveu à custa das esmolas e da Igreja" e "vive do Estado e do ordenado da região".
Por considerar "um insulto e uma ofensa pessoal, indigna e ignóbil", o deputado comunista, que em anterior legislatura foi ameaçado por Ramos de "levar um tiro nos cornos", anunciou que vai processar por "grave difamação" o deputado e secretário-geral do PSD na Madeira.

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24 de julho de 2007
Ministra da Educação arquiva processo Charrua

Um laivo democrático num governo autoritário.

Como é bom viver numa democracia onde a imprensa é livre e há eleições de tempos a tempos.

O contra-poder pôs o poder dentro da demecracia outra vez

Aparentemente serviu de emenda.

Já agora: se a decisão foi tomada porque não dá a cara para falar do assunto, senhora Ministra?






Caso DREN: Ministra arquiva processo de Charrua, sem aplicar sanção disciplinar

Lisboa, 24 Jul (Lusa) - O processo disciplinar instaurado a Fernando
Charrua foi arquivado pela ministra da Educação, que decidiu não aplicar
qualquer sanção ao professor por considerar que o comentário jocoso que fez à
licenciatura do primeiro-ministro se enquadra no direito à opinião.
Num despacho datado de segunda-feira e divulgado hoje, a Maria de Lurdes Rodrigues defende que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável"numa sociedade democrática, uma vez que as declarações de Charrua não visavam um superior hierárquico directo", mas o primeiro-ministro, José Sócrates.


"Assim, determino o imediato arquivamento do processo", refere Maria de Lurdes Rodrigues.

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Senhor Primeiro-Ministro pague aos figurantes, por favor

Depois do delicioso episódio do arrebanhamento de ilustres cidadãos de Cabeceiras de Bastos para servirem de cenário para o discurso de vitória de José Sócrates nas eleições de Lisboa, agora chegou a vez das criancinhas.

Pois é: quem quer circo, paga aos palhaços.

E assim para todos ficarem bem na foto, para uma perfeita iniciativa de mostrar ao povo as virtudes tecnológicas dum governo em acção, houve necessidade de arrebanhar uns quantos figurantes.

E o que fez o Governo, ou a empresa que vende os tais quadro electrónicos: comprou umas quantas criancinhas para se fingirem de alunos.

A estratégia - bem pensada, bem montada, mas de resultados negros - falhou.

Porquê: porque na sala onde o PM sorria e as crianças ganhavam uns trocos para as férias, havia uns malucos a fazer perguntas e a estragar a foto perfeita.

E quando um jornalista pergunta e uma criança responde de brilho nos olhos, a verdade transpira.

É a lição do dia: Tudo que é genuíno fica bem na TV.

Ou pelo contrário: O meu assessor de imprensa tem demasiado dinheiro por cada neurónio. Muito dinheiro, muita vontade de pintar bonito quadro, só pode dar barraca





ALUNOS RECRUTADOS



A ideia era mostrar as potencialidades da utilização dos quadros
interactivos numa sala de aula. Sentadas em carteiras, cerca de uma dezena de crianças respondiam ao “professor” e faziam os exercícios descritos no quadro, com ajuda do rato ou de uma caneta especial que faz as vezes de giz. Só que para além da sala improvisada no Centro Cultural de Belém havia algo mais encenado.
Os “alunos” eram crianças que tinham sido recrutadas por uma agência de casting: a NBP, num trabalho que rendeu 30 euros a cada um, de acordo com o relato feito por um dos miúdos à RTP. “A empresa propôs fazer a apresentação aqui no local para que pudéssemos todos perceber como funcionam [os quadros interactivos]”, explicou a ministra da Educação, sublinhando que esse era um pormenor muito pouco relevante perante o investimento hoje anunciado.


in Público

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22 de julho de 2007
Coice neles

Li, deliciei-me e decidi partilhar convosco esta reflexão do blog "O Jumento".
Essa guerra da liberdade de imprensa e de expressão tem muito a ver comigo.
E começo a pensar que isto só vai lá com um belo coice!
Proponho usar descaradamente o poder - imaginário, claro - do longo braço da informação para escoucear este imbecis que tentam por um freio na minha boca.

Menos liberdade de opinião e de informação apenas terá um resultado: menos democracia e mais corrupção, e quem defende fórmulas mais ou menos subtis de condicionar a liberdade de expressão está a defender a incompetência e a corrupção.

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21 de julho de 2007
Patrões e o tiro no pé

Ter uma mensagem clara, curta e concisa é um bom principio para que ela rompa as barreiras da imprensa e chegue aos destinatários.
Portanto e na óptica exclusivamente da comunicação, dizer uma barbaridade pode ser útil para uma maior eficácia.
O pior é que se a frase ou ideia forem transformados em mensagem demasiado clara podemos criar o efeito tsunami. E depois não adianta nada correr atrás da onda mediática com um balde de praia a tentar apanhar a água toda. A tentar desdizer o que se disse de forma tão rotunda.
Se a mensagem quebrou a barreira do som, haverá vidros partidos. E não adianta tentar cola-los com saliva.
Por esse efeito tsunami ou tiro no pé foi desta vez executado pelos patrões.
Basta ver a notícia que está hoje em todos os jornais, tv´s e rádios e que agora os mesmos patrões tentam parar munidos do seu baldinho de praia.
Pois é: as construções na areia são muito lindas enquanto estão húmidas (ontem) mas quando secam em dia de vendaval (hoje) sujam os olhos.




Confederações querem possibilidade de despedimento por razões ideológicas
As confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos, defendendo por isso o fim do artigo da Constituição que impede esta possibilidade. Em comunicado, estas confederações defendem ainda a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais.
As confederações patronais pretendem eliminar da Constituição o artigo que impede o despedimento de trabalhadores por motivos políticos ou ideológicos, uma vez que
esta situação limita o despedimento individual.


in TSF

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17 de julho de 2007
Secretária de Estado apanhada a falar mal do governo???!!!


O Jornal Médico de Família e o seu cartoonista Eduardo não poderiam deixar escapar este bife do lombo, este pitéu das últimas declarações da Secretária de Estado Adjunta da Saúde para recordar basta ver uma postagem anterior aqui.


Ora perante o conselho de falar apenas em casa, no café ou na esquina, num círculo de amigos, o Eduardo fotografou a lápis de cor esta "intimista" conversa de café.


Vale ler no Jornal Médico de Família


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11 de julho de 2007
Cavaco Silva soarista avisa Sócrates cavaquista
Alto e pára o baile!

O Presidente da República decidiu acertar no governo pela primeira vez.

Cavaco Silva resolveu avisar o governo sobre como deve aceitar a crítica pública aos seus actos.

Isto na minha humilde interpretação.

Porque Cavaco Silva escolheu a melhor tradição do seu antecessor Sampaio usou uma frase tão confusa e, dúbia e palavrosa que merece o prémio Nobel da "interpretação à vontade do freguês"



Portanto entre um aviso que a gente nem sabe bem perceber e uns ministros que dizem o que pensam arrasando qualquer comentário menos favorável, não sei se me deite ao mar ou ria à gargalhada.

O aviso do Presidente parece ter sido feito com bolo-rei na boca. Por isso é que eu não o percebi bem.

Façam o favor de ouvir aqui (Antena 1)

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10 de julho de 2007
Liberdade versus fascismo
A frase do dia pertence ao jornalista José Vítor Malheiros.

Não é só uma frase, mas um parágrafo.

Mesmo esse parágrafo resume-se a uma palavra: fascismo (???).

Está no jornal Público de hoje é todo o artigo de opinião é brutal.


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8 de julho de 2007
Portugal do pequeninos
O primeiro-ministro decidiu ocupar o seu dia de hoje a inaugurar uma ponte sobre o rio Tejo.
Mas para não estragar a fotografia - entenda-se, o marketing envolvido - a diligente empresa Brisa só deixou entrar os convidados e deixou o povo à porta.
Assim os jornalistas apenas mostrariam a bela obra e o grande timoneiro da nação sobre o tabuleiro com o rio em fundo.
Uma perfeição, portanto.
O povo que grita fica lá longe, o político sorridente corta a fita e a Brisa não suja as mãos com esse mal-educados que mais logo terão as sua festa.
Tudo perfeito?
Não.
É que o próprio José Sócrates decidiu borrar a pintura.
Como? Basta ver a notícia do jonal público na internet para se perceber que as frases feitas ou as desculpas de sonso só funcionam se forem executadas na perfeição. Se o actor estiver em má forma, o povo apanha as manhas.
Dois pontos:
1. O primeiro ministro diz que a ponte do Carregado vai tornar "Portugal mais pequeno". Eu por mim preferia um "Portugal maior onde se chegasse mais depressa"
2. O assessores não informam o PM ou o senhor está a fazer-se de sonso? Perguntado sobre a manifestação prevista o "primeiro-ministro disse desconhecer"



Primeiro-ministro inaugurou hoje a travessia
Sócrates: ponte da Lezíria “torna Portugal mais pequeno” ao aproximar o
Norte do Sul
08.07.2007 - 14h43 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, inaugurou hoje a Ponte da Lezíria, sobre o rio Tejo, entre Carregado e Benavente, que considera tornar "Portugal mais pequeno", ao aproximar o Norte do Sul do país.
José Sócrates afirmou que a quarta travessia "na parte do estuário" sobre o rio Tejo é uma "obra muito importante para o país", classificando a inauguração de "um momento histórico" e que "reforça a consciência regional". "Liga as duas partes da Lezíria, aproxima-as, torna o Tejo um factor de união e não de separação", disse, salientando a "importância nacional" da obra e exemplificando que "quem quiser ir do Porto para o Algarve já não precisa de passar em Lisboa".Segundo o primeiro-ministro, a ponte que foi hoje inaugurada está dotada de inovações tecnológicas e respeita as questões ambientais, esclarecendo que a localização da Ponte da Lezíria não está relacionada com o futuro aeroporto de Lisboa. A ponte "foi concebida e
projectada antes de se decidir fazer ou não fazer um aeroporto, independente da
localização do aeroporto", disse José Sócrates. Para esta manhã estava prevista
uma manifestação dos utentes da saúde de Alenquer, que o primeiro-ministro disse
desconhecer, afirmando que terá "o maior gosto em ouvi-los".

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6 de julho de 2007
Os goveVrnos só toleram publicidade positiva?
Um leitor deste blogue deixou um curioso comentário que quero transformar em desaio ou castelo de opiniões.


Sabemos quanto investe um governo na manutenção da sua imagem positiva.


Efeito que se multiplica com o aproximar das eleições.


Será que os governos só toleram os elogios?








O governo apenas gosta de receber um tipo de critica: o elogio.Todas as
outras, quanto muito, assumem a forma de comentário (e não pode ser jocoso) assinado LFM

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4 de julho de 2007
Criticar o governo só em casa




A Secretária de Estado Adjunta do Ministro da Saúde Carmen Pigñateli disse hoje que o governo está aberto a críticas.
Mas essas críticas devem ser feitas não em qualquer lugar mas somente em casa de cada um ou num café numa roda de amigos.
A Secretária de Estado comentava as conclusões do relatório da Primavera do Observatório dos Sistemas de Saúde que acusam o Ministério da Saúde de insensibilidade social e falta de diálogo.

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2 de julho de 2007
Correia de Campos interroga suspeito
A mais fabulosa visão do Ministro da Saúde enquanto garante dum bom interrogatório e dum despacho de exoneração que se veja está aqui em baixo.

Créditos ao amigo e cartoonista Eduardo Esteves pelo cromo do mês para o Jornal Médico de Família.

Deliciem-se com o cartoon e visitem o jornal. É que a acompanhar o boneco aparece habitualmente uma prosa do mais brilhante que conheço.

Aceitam-se comentários que reenviarei ao Eduardo.


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Cartas violadas em sub-região da saúde de Castelo Branco
Democracia musculada agora na versão "espreitar" a correspondência.


Só faltam as cameras de video nas casas de banho e as escutas telefónicas no local de trabalho.




A directora da sub-região de saúde Castelo Branco emitiu a 20 de Junho uma nota
em que informava os funcionários que "a correspondência recebida endereçada
directamente a determinados funcionários ou ao cuidado dos mesmos será aberta na
coordenação, desde que oriunda de qualquer serviço público ou outro".


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Liberdade de expressão?
Agora que o tema está em voga, o tema da liberdade de expressão, vale olhar para outros países.

Será que os casos Charrua ou directora do centro de saúde de Vieira do Minho se poderiam replicar em França?

No país da liberdade, fraternidade e igualdade

Aparentemente...



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1 de julho de 2007
Nos hospitais é proíbido falar
Depois da piada do Professor Charrua, do cartaz no centro de saúde de Vieira do Minho agora chegamos ao hospital.
Estamos portanto a subir de nível.
O governo toma assim os seus lugares de baixo para cima, depois do o ter feito de cima para baixo.
Sinto-me no meio duma sandes.
Serei eu a próxima vítima?
A democracia musculada estende o seu longo braço para apertar o pescoço dos que que não abanam com a cabeça ao regime socrático.
Estou a captar no ar uma mistura do bolor cavaquista com um travo do mofo salazarento.
Parece-me que há governos que se dedicam a suicidar-se sem explicação.
É como as baleias.
Já agora e olhando os factos na perspectiva mediática: os acólitos do PS tem muito jeitinho para arrasar qualquer esatratégia de comunicação dos "experts" do governo.

Fica a notícia do jornal público:


Autarca do PSD acusa ministro da Saúde de afastar presidente de hospital
por críticas
01.07.2007,
Joana Ferreira da Costa

Castro Almeida diz que foi esta a justificação do ministro da Saúde para não reconduzir no cargo o responsável pelo Hospital de S. João da Madeira
O presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Castro Almeida, acusa o ministro da Saúde de não ter reconduzido no cargo o presidente do hospital da cidade por este ter criticado abertamente a política de reestruturação das urgências do Governo. Isso mesmo lhe terá sido confirmado por telefone pelo ministro Correia de Campos.

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30 de junho de 2007
Museu Salazar muda-se para Vieira do Minho
Começo a ficar seriamente preocupado com a democracia musculada que se instala no nosso país.
Este blogue nasceu e serve para olhar com outros olhos a mediatização pública que se faz dos acontecimentos.
Isso inclui por regra figuras públicas , jornalistas e meios utilizados.
Por rotina e porque são mais facilmente caricaturáveis os políticos tem sempre lugar neste blogue.
Começo a temer que algum ilustre socialista "bufo" ou doutra espécie ainda pior tente fechar este blogue, calar-me a boca ou ameaçar com um processo judicial apenas para me inimidar.
Na leitura diária do jornal Público passei os olhos por esta notícia abaixo citada.
E preocupo-me.
Porquê?
Porque acabei de descobrir que o cento de saúde de Vieira do Minho é um sítio onde a democracia ainda não chegou.
Já sabiamos que é proíbido gozar com o ministro agora até é proíbido a entrada de jornalistas.
Na áerea comum, tipo a sala de espera.
Será que tem lá uma bandeira do PS, uma foto do Sócrates ou uma vela?

Tudo não passa de "politiquice"
30.06.2007,
Carla Sofia Martins

Por detrás das vidraças das janelas do Centro de
Saúde de Vieira do Minho, alguns funcionários observavam atentamente o vaivém dos jornalistas que, impedidos de entrar nas instalações para tirar imagens, rondaram durante todo o dia o edifício. Às perguntas, fugiam com os habituais "não sei" ou então "não estava cá nessa altura", mas a curiosidade em torno do mediático caso da exoneração da antiga directora daquela unidade não esmoreceu e, durante grande parte do dia, olharam em silêncio o movimento dos meios de comunicação social, que se ocupavam com uma polémica nacional que, por ali, se apelidou de "politiquice".

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