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11 de julho de 2007
Abrir a boca sem comer a mosca

A última entrada sobre o bolo-rei obrigou-me a escrever sobre a boca.

A única coisa que nós controlamos na relação com os jornalistas e os media em geral é aquilo de que falamos.

Nos falamos, eles citam-nos.

Muitas vezes ficamos irritados quando somos citados num jornal com as palavras erradas.

Isto é, não gostamos daquilo com que nos citaram ou do que escolheram para escrever no jornal.

Claro que o mais fácil é culpar o jornalista, os seus critérios redutores e distorcidos ou a sua ética.

Pois se lhe perguntarem se disse mesmo aquilo que está escarrapachado na capa do jornal a resposta é quase sempre um lamento: sim disse.

Por isso deixo aqui uma dica.

Quando vir um jornalista por perto nunca faça uma de duas coisas.

Não mantenha a boca cerrada, se não morre sem ar.

Abra pouco a boca, ou entra mosca!

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8 de julho de 2007
Portugal do pequeninos
O primeiro-ministro decidiu ocupar o seu dia de hoje a inaugurar uma ponte sobre o rio Tejo.
Mas para não estragar a fotografia - entenda-se, o marketing envolvido - a diligente empresa Brisa só deixou entrar os convidados e deixou o povo à porta.
Assim os jornalistas apenas mostrariam a bela obra e o grande timoneiro da nação sobre o tabuleiro com o rio em fundo.
Uma perfeição, portanto.
O povo que grita fica lá longe, o político sorridente corta a fita e a Brisa não suja as mãos com esse mal-educados que mais logo terão as sua festa.
Tudo perfeito?
Não.
É que o próprio José Sócrates decidiu borrar a pintura.
Como? Basta ver a notícia do jonal público na internet para se perceber que as frases feitas ou as desculpas de sonso só funcionam se forem executadas na perfeição. Se o actor estiver em má forma, o povo apanha as manhas.
Dois pontos:
1. O primeiro ministro diz que a ponte do Carregado vai tornar "Portugal mais pequeno". Eu por mim preferia um "Portugal maior onde se chegasse mais depressa"
2. O assessores não informam o PM ou o senhor está a fazer-se de sonso? Perguntado sobre a manifestação prevista o "primeiro-ministro disse desconhecer"



Primeiro-ministro inaugurou hoje a travessia
Sócrates: ponte da Lezíria “torna Portugal mais pequeno” ao aproximar o
Norte do Sul
08.07.2007 - 14h43 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, inaugurou hoje a Ponte da Lezíria, sobre o rio Tejo, entre Carregado e Benavente, que considera tornar "Portugal mais pequeno", ao aproximar o Norte do Sul do país.
José Sócrates afirmou que a quarta travessia "na parte do estuário" sobre o rio Tejo é uma "obra muito importante para o país", classificando a inauguração de "um momento histórico" e que "reforça a consciência regional". "Liga as duas partes da Lezíria, aproxima-as, torna o Tejo um factor de união e não de separação", disse, salientando a "importância nacional" da obra e exemplificando que "quem quiser ir do Porto para o Algarve já não precisa de passar em Lisboa".Segundo o primeiro-ministro, a ponte que foi hoje inaugurada está dotada de inovações tecnológicas e respeita as questões ambientais, esclarecendo que a localização da Ponte da Lezíria não está relacionada com o futuro aeroporto de Lisboa. A ponte "foi concebida e
projectada antes de se decidir fazer ou não fazer um aeroporto, independente da
localização do aeroporto", disse José Sócrates. Para esta manhã estava prevista
uma manifestação dos utentes da saúde de Alenquer, que o primeiro-ministro disse
desconhecer, afirmando que terá "o maior gosto em ouvi-los".

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5 de julho de 2007
EGO! um mau relações públicas

O meu ego está em alta.



Aliás devia aqui escrever "o meu EGO está em ALTA!"


Já explico porquê.Mas primeiro uma dica sobre os media e em particular a televisão.


Quando pergunto às pessoas que conheço porque razão vão elas à televisão noto algum incómodo. Talvez vergonha de admitir a verdade.

É que a maioria das pessoas vai à televisão - bem entendido, quando as convidam - por uma questão de ego. De vaidade.


Tudo para que os amigos as vejam, os colegas comentem e os inimigos se roam de inveja.


Talvez por isso quando colocamos numa acção de comunicação mediática tiques de personalidade o resultado é mau.


Assim proponho que da próxima vez que você for convidado para aparecer na televisão, deixe o ego na porta. E a fúria, e a raiva e o humor cínico se o assunto meter mortos.


Na mala leve um papelote com dois ou três coisas simples de que quer falar.

Se no fim da entrevista tiver conseguido falar do que queria, parabéns. Deu o primeiro passo para de tornar um entrevistado profissional e deixar de ser um amador vaidosão que nem consegue falar do que lhe dá jeito.


Olhe, aprenda com o Berardo. Mas fale em português.


E agora o meu EGO GRANDE EM ALTA.

Vaidoso, fui citado no Jornal Público. Por causa desta entrada.

Caraças, passei de profissional a amador egocentrico.

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4 de julho de 2007
Criticar o governo só em casa




A Secretária de Estado Adjunta do Ministro da Saúde Carmen Pigñateli disse hoje que o governo está aberto a críticas.
Mas essas críticas devem ser feitas não em qualquer lugar mas somente em casa de cada um ou num café numa roda de amigos.
A Secretária de Estado comentava as conclusões do relatório da Primavera do Observatório dos Sistemas de Saúde que acusam o Ministério da Saúde de insensibilidade social e falta de diálogo.

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26 de junho de 2007
Caça à multa
Conseguir ser citado pela imprensa é uma arte.
E para o conseguir dos vários métodos utilizados - voluntáriamente ou não - um que funciona quase sempre bem é dizer mal de alguém.
No limite atacar ou mesmo atacar ferozmente. Talvez até ameaçar.
Com todos estes condimentos e acrescentando um muito importante: a honestidade, a presidente da Comissão Administrativa da Camara de Lisboa, Marina Ferreira matou dois coelhos duma cajada.
Matou a comissão de protecção de dados e os pobres automobilistas confessando que os radares afinal só servem para a chamada "caça à multa".
Já desconfiava.
Fiquem com a brilhante e merecedora do nobel do sound byte do dia frase de Marina Ferreira

A Comissão Administrativa da Câmara de Lisboa pondera colocar em
funcionamento os 21 radares, em fase experimental desde Janeiro, sem o parecer
da Comissão Nacional de Protecção de Dados, disse à Lusa a presidente da
comissão.
A presidente da Comissão Administrativa (CA), Marina Ferreira,
afirmou que há radares a funcionar no país sem o parecer da comissão e que "não
faz sentido continuar a aguardar".
A responsável frisou que "está tudo legal, certificado, a
Polícia Municipal preparada, o equipamento informático a funcionar, só falta
começar a multar os automobilistas".


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23 de junho de 2007
Frase do dia: "Tanto sexo faz-me bem à pele"



Frase do dia.
Se os políticos tem direito aos seus "sound-bytes" e os futebolistas aos seus pontapés na gramática e lógica na lingua portuguesa.
Porque não eleger como frase do dia a dita por uma boca duma italiana que está por estes dias em Portugal. Chama-se Llona Staller mas é mais conhecida como Cicciolina. Profissionalmente ganhou a vida como atriz de filmes pornográficos mas na realidade esta mulher é um fenómeno de comuncação mediática.
Quem não se lembra da sua campanha para eleição ao parlamento italiano e as suas recorrentes amostragens de seio nas escadas parlamentares.
Vale por isso a nomeação para frase do dia. Publicada na revista Sábado






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25 de abril de 2007
Citações, Eusébio na Blogosfera
O Jornal Público de hoje (25 de Abril) recolhe algumas das postagens sobre a operação de Eusébio no subitamente popular Hospital da Luz.

Seguem de caminho,



Blogues em papel
25.04.2007
Manobra publicitária

http://cavacosilva.blogspot.com/
Que pena! Tenho a certeza absoluta que esta história da carótida do Eusébio é apenas uma manobra publicitária a um novo hospital privado. Ao que isto chegou! Então, na quarta-feira, o Vosso Presidente inaugura este hospital da Luz, e dois dias depois o Eusébio entre lá, de urgência! Quem acreditar em coincidências, boa sorte. Ou talvez o Eusébio quisesse ir ao Estádio da Luz, depois de trincar dois tremoços, e se tenha dislexicamente desviado para a carótida. Fica a prova, para quem ainda não tinha percebido com a OPA da Portugal Telecom, que quem manda económica e simbolicamente neste país é o Banco Espírito Santo.E a privacidade do doente?

http://pesporra.blogspot.com/
Estamos habituados a que os médicos, em nome da privacidade do paciente e, em último caso, por razões puramente éticas, se "calem" quanto à situação clínica de um paciente. O que se passa com o "paciente" Eusébio ultrapassa tudo o que seja bom senso, ética e, seja lá o que for que chamem ao seu normal e justo silêncio.Desdobram-se em declarações para imprensa e televisão, afirmando "até" que a família está avisada dos perigos que o paciente corre se não for operado, mas que a família ainda está a reflectir (ontem, claro) e transmitem ao público o "recado" que deram à família...Entopem telejornais com Boletins Clínicos...E a tal privacidade do paciente?E o tal Código de Ética dos Médicos?Recupera rápido, Eusébio!Parece que muita gente continua a querer promover-se à tua custa.Que dirá a tão severa Ordem dos Médicos?!Carótida de ouro

http://crackdown.blogspot.com/
Para além do seu fantástico e histórico pontapé, Eusébio tem, agora, coronárias com um raro sentido de marketing empresarial, na área dos cuidados privados de saúde. A publicidade que o novíssimo Hospital da Luz está a receber à custa do entupimento da carótida esquerda do nosso herói dos relvados custaria mais do que o salário de um craque!Dois dias de elogios

http://busybackson.blogspot.com/
O internamento de Eusébio no dia a seguir à inauguração com pompa e circunstância, honras de Presidente da República, Ministros e destaque largo na tv do Estado, do novíssimo Hospital da Luz é a manobra de marketing que qualquer director de agência gostaria de imaginar, ou ter coragem de propor.Dois dias seguidos de elogios, aberturas de telejornais, conferências de imprensa alindadas com resmas de batas brancas, reportagens sobre a dificuldade da intervenção põem o novel hospital nas bocas, olhos e memória do mundo. O Eusébio recupera bem. O Hospital da Luz agradece a publicidade. E nós todos ficámos, num instante, a saber que ele existe, mesmo sem receber luxuosos folhetos.Deixa em paz o Eusébio

http://briteiros.blogspot.com/
Quem é que nunca teve aquela sensação do "está tudo doido"? A mim, ultimamente, acontece-me com frequência - o que me leva a interessantes especulações sobre o meu próprio estado mental mas isso é outra estória. Esta noite, por volta das oito, aconteceu-me outra vez: Todos (todos!) os telejornais abriram com uma conferência de imprensa em que 4 (quatro!) médicos explicavam as vicissitudes da operação a Eusébio, completado por uma aula prática de medicina coronária. Acessoriamente, ficámos a saber que o Eusébio fuma charutos e come comida com sal (assunto que só a ele lhe devia dizer respeito).Serei o último a ignorar a importância de Eusébio para Portugal, para o futebol, para o Benfica e para aquelas pequenas alegrias que fazem com que a nossa vida seja um pouco mais feliz. Serei também o primeiro a desejar-lhe muitos e bons anos de vida mas, caramba, no dia em que morreu Ieltsin e no dia seguinte às eleições francesas (para não falar de 27 mortos no Iraque que, por o número ser tão diminuto, deixou de ser notícia) não tinham outro assunto mais importante que uma operação relativamente banal em que não há absolutamente nada para dizer?Espero que melhore depressa para que, pelo menos, seja poupado a este circo.

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12 de fevereiro de 2007
Os Jornalistas e Os Blogs
O texto é longo mas vale a pena ler.
Foi escrito pelo jornalista brasileiro Alex Castro em 2004 mas aplica-se á blogosfera jornalística portuguesa actual



BlogAlex Castro
Editor do seu Guia de Blog na Internet
Publicado na Tribuna da Imprensa, em Abr.09, 2004


Hoje, muitos dos melhores blogs brasileiros são mantidos por jornalistas.
Não é difícil de entender o motivo. A Internet, e em especial, os blogs,
oferecem aos jornalistas muitas maneiras de potencializar seu trabalho.
Infelizmente, entretanto, também surgem novos problemas. Vantagem: Pré-Pauta
On-Line Meu blog Liberal Libertário
Libertino
tem cerca de mil visitas por dia. No começo da semana, eu sempre
faço um post sobre o assunto da minha coluna de sexta-feira. Invariavelmente, o
feedback dos leitores se prova fundamental: mais de uma coluna já foi abortada,
ou possibilitada, por suas críticas e sugestões. O blog do
Alex Teixeira
, por exemplo, tema da coluna de 12 de março , foi indicação de uma leitora, a Mitcha, em resposta a
uma pré-pauta sobre blogs das pessoas mortas. Vantagem: Complementando o Jornal
Qualquer matéria sempre fica bem maior do que o espaço disponível. Muita coisa
que seria interessante para os leitores acaba sendo cortada. O blog atua como um
complemento à coluna. Lá, eu publico a versão original do artigo, sem cortes,
com todas aquelas informações mais detalhadas que não couberam no jornal, como
sites das organizações citadas ou declarações ipsis litteris dos entrevistados.
Pra mim, seria impossível pensar minha coluna separadamente do blog. Pra começar,
fui convidado para escrever a coluna por causa do trabalho no blog. É no blog que faço minha
pré-pauta on-line e debato a futura coluna com os leitores. E, por fim, o blog acolhe tudo o
que não coube, ou não foi apropriado, de publicar no jornal. Desvantagem: Os
Inevitáveis Mal-Entendidos Há alguns dias, uma leitora ficou revoltada com um
dos posts do meu blog. Abaixo do post,
havia um aviso: "Uma versão bastante editada desse texto foi publicada na
Tribuna da Imprensa". Ao lado, havia um link para a página do site da Tribuna
onde a matéria estava publicada. Minha leitora não clicou nesse link. Ela não
comprou o jornal. Leu meu blog, não gostou e
reclamou. Mas reclamou para a Tribuna. Foi uma situação sui-generis: ela
escreveu para o jornal reclamando de um comentário que o jornal jamais publicou.
A explicação é simples: o tal comentário existia apenas no blog, tendo sido
cortado da versão final publicada no jornal. Naturalmente, minha leitora poderia
ter prestado mais atenção ao aviso "versão bastante editada". Além disso, não
custa nada ler um jornal, nem que apenas a versão on-line, antes de reclamar
dele. Se eu fosse inteligente, deixaria o assunto morrer. Mas não sou
inteligente, e é uma história boa demais para não virar coluna. Jornais tentam
controlar blogs Por essas e outras, vários jornais dos Estados Unidos estão
tentando controlar os blogs dos seus jornalistas. Recentemente, Steve Outing
descreveu os paradoxos dessa nova situação em seu artigo "Quando Jornalistas
Blogam, Editores Ficam Nervosos" ("When Journalists Blog, Editors Get Nervous"),
na revista norte-americana Editor & Publisher: O New York Times, por exemplo, proíbe
jornalistas de manter blogs relacionados à sua área de atuação. E quaisquer
outros blogs, sobre quaisquer outros assuntos, têm que ser previamente aprovados
por uma redação nada simpática ao assunto. Tereza Cruvinel poderia ter um blog
sobre literatura, por exemplo, mas nunca sobre os bastidores da política. Fica
implícito que, se ela tem algo a dizer sobre os bastidores da política, que o
diga em sua coluna. Também fica implícito que, qualquer coisa que ela por
ventura dissesse sobre os bastidores da política em seu blog poderia visto como
uma continuação de sua coluna. Muitos leitores não conseguiriam distinguir entre
a cidadã falando por si mesma e a colunista escrevendo em O Globo e fariam
exatamente como minha leitora: culpariam o jornal por um conteúdo externo a ele.
A pior solução talvez seja a dos jornais que permitem seus jornalistas terem
blogs sobre qualquer coisa - desde que cada post seja previamente autorizado por
um editor. Acho que se eu tivesse que esperar minha atarefada editora aprovar
cada post do meu blog, eu não conseguiria fazer nem seis posts por ano. Outing
conta que uma jornalista-blogueira, depois de contratada por um grande jornal
norte-americano, encontrou tantas restrições ao seu blog que confessou: se
soubesse que era assim, não teria aceito o emprego.
Conversei com diversos
jornalistas-blogueiros tupiniquins. Aqui, felizmente, essa questão nem começou a
surgir e ainda dá tempo de levá-la com mais jogo de cintura.
Os Blogs de O
GloboDentre os jornalões, O Globo partiu na frente e ofereceu blogs a todos os
seus colunistas - há planos de oferecer blogs aos outros jornalistas no futuro.
Alguns aceitaram, outros não, talvez relutando em abrir mão da liberdade de
escrever o que bem quiserem em seus blogs independentes. Não precisavam ter
medo. Pelo menos, não por enquanto. Apesar de O Globo hospedar esses blogs
dentro do seu próprio site, não há qualquer tentativa de controle do conteúdo.
Os colunistas-blogueiros não receberam quaisquer instruções sobre que tipo de
conteúdo seria adequado incluir nos blogs. A única regra: não deixar o blog
parado mais de uma semana.De certo modo, O Globo está brincando com fogo. Alguém
que leia um determinado conteúdo em um blog de um funcionário de O Globo dentro
do site do próprio O Globo estaria completamente justificado em presumir estar
lendo um conteúdo endossado por O Globo.O jornal exerce controle sobre sua
versão impressa, entre outras coisas, por ser legalmente responsável por tudo o
que sair nela. No caso dos blogs, a responsabilidade legal é a mesma, mas o
jornal não tem controle algum sobre o que é publicado, dependendo apenas do
bom-senso dos funcionários.Gravatá, um dos colunistas do caderno de informática
de O Globo, usa seu blog para
potencializar sua coluna, incluindo ilustrações e links que não caberiam na
versão impressa, além de escrever sobre outros temas.Blog Oficial MesmoO blog do
Gravatá, por estar dentro do site de O Globo, parece um blog oficial mas, na
verdade, não é. O Bit a Bit, por
seu lado, é o blog oficial do Internet & Tecnologia , caderno de informática
do jornal O Dia.A repórter Mylène Neno, uma das colaboradoras do blog,
explica:"A idéia foi ter um lugar no qual pudéssemos postar notas sobre o
mundinho hi-tech numa linguagem mais informal, algumas vezes até dando a nossa
opinião (algo que raramente ocorre no caderno impresso, salvo os testes de
produtos, é claro...). Vez por outra, as notas que saem no Bit a Bit são
veiculadas depois na coluna chamada On-line, do caderno impresso."A subeditora
Alessandra Carneiro e a própria Mylène, empolgadas pelo mundo dos blogs e
fotologs, são quem mais escrevem, junto com o editor Julio Preuss.Apesar de ser
um blog oficial do jornal, o Bit a Bit não
sofre "qualquer tipo de interferência sobre o conteúdo postado lá," diz Mylène.
E finaliza: "Esperávamos interagir mais com o público, mas ainda não recebemos
tantos comentários quanto gostaríamos."Os Bastidores da MatériaMauro Ventura era
colunista do Jornal do Brasil. Quando passou para O Globo como repórter
especial, sentiu falta daquele contato mais pessoal com os leitores. Por isso,
criou o blog DizVentura, para
"amenizar orfandade da coluna.""A gente faz reportagens interessantes," explica
Mauro "mas os bastidores são ainda mais interessantes."Recentemente, Mauro foi a
São Paulo entrevistar Chico Buarque durante o lançamento do filme Benjamin. A
matéria ficou ótima, mas melhor ainda foi o post onde Mauro conta como teve que
se disfarçar de funcionário da produção para poder entrevistar o Chico.Em outra
ocasião, Mauro foi convidado para cobrir uma das sessões do cineminha do Lula,
no Palácio do Planalto. Lá pelas tantas, bateu aquela vontade de ir ao banheiro
e Mauro se pegou urinando lado a lado ao presidente, ali, sozinho no banheiro,
sem seguranças nem nada. Mauro poderia ter... mijado no Presidente!
Naturalmente, como inserir isso em um artigo para o Segundo Caderno de O
Globo?"Numa matéria, não cabe o bastidor. O repórter não é noticia, ele tem que
se distanciar e deixar os entrevistados aparecerem. Ficaria até cabotino falar
dos bastidores em uma reportagem. No blog, faz parte."E como faz. Quem lê O
Globo não está necessariamente querendo saber das peripécias do Mauro. Quer
saber é das últimas notícias e talvez nem repare no nome dele em cima da
matéria. Já os visitantes de seu blog são seu público cativo por definição: eles
estão lá para ouvir o que ele tem a dizer.Mas publicar esses bastidores não
seria conflito de interesses? Afinal, se não foram apropriados para publicar no
jornal, talvez não devam ser publicados em lugar algum.Mauro negou
categoricamente: "Publico coisas que não cabem no jornal. E claro que tenho bom
senso de saber o que colocar."O blog de Mauro não é segredo para ninguém. Ele
assina com seu nome verdadeiro e faz menção às suas reportagens em O Globo.
Apesar disso, ele acha que ninguém no jornal conhece o DizVentura: "Nunca
tive nenhum retorno de nenhum chefe sobre o blog, nem sei se sabem."E, para
Mauro, sua grande liberdade é justamente esse relativo anonimato do blog.Humor
Sem Papas na LínguaNelito Fernandes assina um dos blogs mais populares e
engraçados do Brasil, o Eu Hein!. Mas nem sempre foi
assim. Embora a autoria do blog não fosse segredo para amigos e colegas, Nelito
só passou a assinar os posts quando aceitou uma colaboradora, para diferenciar
as contribuições de um e de outro.Não foi uma decisão fácil. O Eu Hein! é um site de humor
ferino. Nelito, jornalista da Época, temeu por sua credibilidade: "E se eu
zoasse de alguém e depois tivesse que entrevistá-lo?". Mas acabou decidindo
assinar: "Afinal, é um site de humor, não de notícias."Parece que não havia
mesmo o que temer. "O Eu Hein! não tem papas na
língua," diz Nelito, "mas foi abrigado por duas corporações, o que prova que não
é inconveniente."As corporações são o Terra, que abrigou o Eu Hein!, tornando Nelito o
primeiro blogueiro brasileiro a ganhar dinheiro com o seu blog, e o jornal
Extra, das organizações Globo, onde Nelito tem uma coluna semanal baseada no
conteúdo do blog."Já fui processado duas vezes," confessa, "mas a Época nunca se
opôs, ou se pronunciou em respeito, bem ou mal, ao Eu Hein!."Blog com
PseudônimoPara maior liberdade, alguns jornalistas preferem manter seus blogs
com pseudônimos.Quando a jornalista Martha Mendonça, colega de Nelito na Época,
começou o blog Elas por Elas, ela
decidiu usar um pseudônimo por estar tratando de um assunto muito delicado:
histórias reais de relacionamentos. Martha queria falar de si mesma e de seus
conhecidos, e teve medo que, se usasse seu nome verdadeiro, as histórias seriam
facilmente reconhecíveis por seu círculo de amizades.Com o tempo, entretanto, o
segredo foi se esvaecendo. Quando Martha e sua colega de blog, Carla Rodrigues,
da NoMínimo, lançaram "Mulheres no Ataque", o livro baseado no Elas por Elas, já
assinaram com seus nomes verdadeiros.Marta nunca sofreu qualquer tipo de pressão
da direção da Época por causa de seu blog.A Rigidez do Meio JornalísticoMês que
vem, será lançado pela Civilização Brasileira o livro "Blog: Comunicação e
Escrita Íntima na Internet", de Denise Schittine. No capítulo dedicado à relação
entre jornalistas e seus blogs, Denise conclui que esses profissionais caem na
rede justamente para fugir das obrigações da profissão, para poderem escrever
poesias, romances e contos sem se verem cerceados pela rigidez do meio
jornalístico.Sem dúvida alguma, esse é o caso de Martha e Nelito. Já Gravatá e
Mauro escrevem não para fugir de seu trabalho, mas para complementá-lo.Por
enquanto, a situação no Brasil ainda é bem relaxada. Mesmo os jornais que
hospedam blogs, como O Globo e O Dia, não impuseram nenhuma diretiva ou controle
aos profissionais envolvidos. Outros jornais parecem ignorar solenemente o
fenômeno blog.O Leitor, Esse Sem-NoçãoFundei e dirigi o Projeto SobreSites, um portal
com guias sobre diversos assuntos, desde Hare Krishna até Harry Potter. Cada
Guia nada mais é do que uma seleção comentada de links. Cada página do
SobreSites segue um template rígido, com o logo do site sempre em destaque, as
mesmas cores, tudo igual.Ainda assim, nada era mais comum do que usuários nos
escreverem reclamando de conteúdo que não estava no SobreSites. Na primeira vez,
demorou para entendermos o problema. A pessoa tinha clicado em um dos nossos
links recomendados e estava reclamando de um conteúdo visto em outro site. E
nunca percebeu que o tal site sobre o qual estava reclamando não tinha nada,
nada a ver com qualquer página do SobreSites.Com leitores assim, como culpar um
jornal por temer que leitores desavisados confundam os posts de um colunista em
seu blog pessoal com a opinião oficial do jornal?Eu estaria sendo cínico se
dissesse que esse temor é infundado. Já senti esse problema na pele, tanto na
época do SobreSites quanto na semana passada, na Tribuna.Por isso, alguns
jornais norte-americanos estão tomando a medida extrema de simplesmente proibir
seus jornalistas de manterem blogs.Nelito Fernandes ficou revoltado: "É um
absurdo! Estão confundindo pessoa jurídica com pessoa física!"O temor pode ser
justificado mas não podemos esquecer que estamos, afinal, no ramo da informação.
Se já podemos prever uma possível (para não dizer provável) confusão na cabeça
do leitor, cabe a nós, tanto jornais como jornalistas, informar melhor o leitor
e prevenir o problema."Nunca proibir", sentencia Nelito.

Links RelacionadosElas por Elas - de
Martha Mendonça (Época) e Carla Rodrigues (NoMínimo)Blog do
Gravatá
- de Luiz Antônio Gravatá (O Globo)Eu Hein! - de Nelito Fernandes
(Época)DizVentura - de
Mauro Ventura (O Globo)Bit a Bit - blog
oficial do Internet & Tecnologia, caderno de informática do jornal O
Dia

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17 de janeiro de 2007
Justiça abutre
Já suspeitava.

in Lusa :


A jornalista Helena de Sousa Freitas considerou hoje, em Viana do Castelo, que,
muitas vezes, é "por preguiça" que os tribunais pressionam os jornalistas a
revelarem as suas fontes e, assim, violar em o sigilo profissional.
Segundo
Helena de Sousa Freitas, as pressões acontecem porque a justiça
"fica irritada por ter de ser ela a investigar", quando, se o jornalista se pre
dispusesse a abrir o livro, ficaria "com a papinha toda feita".
"Há aqui um bocadinho de preguiça dos tribunais", sublinhou.
Helena Sousa Freitas falava na sessão de apresentação do seu livro "Sig ilo Profissional em Risco - Análise dos Casos de Manso Preto e de Outros Jornali stas no Banco dos Réus", desenvolvido a partir de um trabalho apresentado pela a utora à Faculdade de Direito de Lisboa, no âmbito de um curso de pós-graduação e m Direito da Comunicação Social.

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4 de janeiro de 2007
Namorado da Elsa agride comentadores
Este é o namorado da Elsa Raposo.Bem...
É o ex-namorado da Elsa Raposo.
Pelo menos até à hora a que escrevo esta entrada.


Chama-se Mário e foi o cineasta, realizador, camaramen e actor do filme que gravou com a Elsa.

O chamado vídeo doméstico intímo.
Melhor. Um vídeo de sexo puro e duro.

Talvez amor na forma carnal perante a camara de tv lá de casa.

Mas o Mário além de actor e realizador da película que está a animar Portugal, é também um bom relações públicas da sua causa.

A sério. Sem ironia.

Ora com o Mário e o seu alter ego televisivo podemos apreender e explorar um pouco melhor como se pode falar na televisão de forma eficaz e rápida.
Ou em português: o curto e grosso. (não façam já piadinhas mentais escabrosas. Eu ainda não vi o filme)

Ora o Mário aplicou todas as boas regras para se fazer ouvir na tv.
Usando frases fortes, curtas e apelativas.Tudo num ataque frontal aos "comentadores da vida social" da tertúlia rosa da SIC. Aquilo a que os antigos da minha terra chamavam os "coscuvelheiros"
Para quem não sabe os tertúlianos são Cláudio Ramos, Valentina Torres e Maya.

Os três falaram que se fartaram do vídeo e o Mário resolveu responder em directo com estes fabulosos "sound-bytes"


Sobre Cláudio Ramos




"Um deixou a própria mulher e a filha para viver com um homem."






Sobre Valetina Torres:




"A outra, encaixada aí nesse sofá, fazer sexo só se for com uma grua."







.:
Sobre Maya:





"A última só vai para aí medicada para conseguir falar."









Não há dúvida.
Tem o Dom da Palavra.

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17 de dezembro de 2006
Ex-cita-ção CITADOR
Passo a acolher uma brilhante ideia no blog.
O Citador

fica o exemplo, ficará aqui ao lado na barra de rolagem

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