@import url(https://www.blogger.com/static/v1/v-css/navbar/3334278262-classic.css); div.b-mobile {display:none;} Papel Principal
18 de julho de 2007
Acidente aéreo, sindicalista ao ataque
Um avião da companhia aérea brasileira TAM despenhou-se no aeroporto de Cogonhas em S. Paulo.


Morreram mais de uma centena de pessoas


No minuto do acidente estava a chover e a pista estava alagada.


Estes são os factos.


Óbviamente ninguém investigou com rigor as causas do acidente. Desde o erro do piloto, à chuva ou o alagamento da pista sem canais de escoamento, todas as hipóteses valem.


Pois é. Mas mesmo antes de qualquer coisa ser investigada há que defender os seus interesses.


É o que faz um sindicalista dos pilotos citado pelo "Estadão" de S. Paulo.


Bilhante no timing, brutal nas palavras e criando a frase do dia.


Estratégicamente construiu uma realidade mediática que pode condicionar a realidade a favor do seu interesse.

O acidente com o Airbus A-320 da TAM foi causado pela falta de ranhuras
transversais na pista principal do Aeroporto de Congonhas, reaberta em 29 de
junho. A afirmação é do agente de segurança de vôo do Sindicato Nacional dos
Aeronautas, Carlos Camacho. As ranhuras - chamadas de grooving e necessárias
para o escoamento de água - só podem ser feitas no concreto da pista um mês
depois de ela ficar pronta. Isso porque é necessário que o concreto se consolide
para as máquinas executarem o serviço. Sem isso, a água pode empoçar e causar
aquaplanagem.

"Era de se esperar que isso ocorresse", disse Camacho. "A
solução agora é enterrar os mortos." O sindicalista também culpou a "ganância das empresas e a incompetência da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)" pelo acidente. "Sempre defendemos que o aeroporto deveria fechar enquanto a reforma não fosse concluída, mas ninguém quer abrir mão dos lucros."

Camacho afirmou, ainda, que a pista deveria ter concreto poroso na lateral para que, em caso de derrapagem, o avião fosse detido pelo concreto, que afundaria, reduzindo as conseqüências do acidente. Mas isso, disse ele, nem sequer foi analisado pela
Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). "As pessoas
morreram gratuitamente
."

Etiquetas: , , , , ,

 
rabiscado por Palpitar at 12:25 |Permalink| |

AddThis Feed Button

15 de julho de 2007
António Costa o secador

António Costa ganhou as elições intercalares

de Lisboa.

Anunciam-se tempos áridos para a informação-espectáculo.

Costa seca tudo. Fala só do que quer. Repete-se. Entedia. Aborrece mediáticamente. Não excita ninguém.

Um defeito?

Não.

Desenganem-se os tolos.

É uma estratégia de comunicação hábilmente montada.

Lembram-se do Cassete Cunhal?

Etiquetas: , , , , , , ,

 
rabiscado por Palpitar at 19:43 |Permalink| |

AddThis Feed Button

11 de julho de 2007
Abrir a boca sem comer a mosca

A última entrada sobre o bolo-rei obrigou-me a escrever sobre a boca.

A única coisa que nós controlamos na relação com os jornalistas e os media em geral é aquilo de que falamos.

Nos falamos, eles citam-nos.

Muitas vezes ficamos irritados quando somos citados num jornal com as palavras erradas.

Isto é, não gostamos daquilo com que nos citaram ou do que escolheram para escrever no jornal.

Claro que o mais fácil é culpar o jornalista, os seus critérios redutores e distorcidos ou a sua ética.

Pois se lhe perguntarem se disse mesmo aquilo que está escarrapachado na capa do jornal a resposta é quase sempre um lamento: sim disse.

Por isso deixo aqui uma dica.

Quando vir um jornalista por perto nunca faça uma de duas coisas.

Não mantenha a boca cerrada, se não morre sem ar.

Abra pouco a boca, ou entra mosca!

Etiquetas: , , ,

 
rabiscado por Palpitar at 19:25 |Permalink| |

AddThis Feed Button

4 de julho de 2007
A fúria do governo
Uma palavra forte faz milagres na hora de ser-se citado pela imprensa.
Calro que ajuda termos um império de comunicação e um passado histórico na alta política portuguesa.

Pois é, mas quantos "poderosos" e "importantes" falham no momento de passar a sua mensagem nos media?

Vale sempre aprender com os bons mestres, com é o caso de Pinto Balsemão.

Pinto Balsemão acusa Governo de fúria legislativa contra empresas do
sector

O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, acusou hoje o Governo de querer travar o aproveitamento pelas empresas das inovações tecnológicas na área de media através de uma "fúria legislativa" e de uma "estratégia de cerco".
"A fúria legislativa não pára". O Governo propõe e o Parlamento aprova regulamentações para todos os gostos", apontou Pinto Balsemão durante um jantar-debate organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social subordinado ao tema "Os Media e a Transição para o Digital".

Etiquetas: , , , , ,

 
rabiscado por Palpitar at 09:45 |Permalink| |

AddThis Feed Button

Get your blog worth button at autopinger.com! Blog: Papel Principal - Get your quick ping button at autopinger.com!