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9 de agosto de 2007
Montanha russa mediática

Duvidei entre escrever como título desta mensagem "montanha russa" ou "roleta russa".

Os pais de Madeleine enfrentam o terceiro prisma mediático. O da suspeita.

Primeiro foram contados na imprensa como negligentes. Por deixar 3 crianças pequenas a dormir sozinhas num quarto enquanto jantavam com amigos.

Depois apareceram nos jornais e televisões como coitadinhos. Como pessoas que perderam uma filha.

Esta forma de mediatização coincidiu com a fórmula coitadinhos-ajudem-nos.

Os papás mostraram-se muito e abriram as portas da intimidade.

Criaram um momento orgástico para televisões e jornais tablóides. Mas a televisão ganhou.

Agora chegou o terceiro ângulo: os vilões.

O filme mediático pega - ou está a ser usado - nas pistas que acusam os pais de Madeleine de serem suspeitos da morte da criança. É o contra-ataque dos jornais tablóides.

E o que fazem os mediáticos papás? Chamam a polícia por assédio mediático. E depois dão 2 entrevistas às televisão.

Este caso é uma verdadeira montanha russa.

Terá a PJ a última bala?

Até já estou a ver na televisão os inspectores rodeados de provas, ADN´s, cabelos e sangue a provar ao povo como resolveram o mistério.

E os papás são vitimas, negligentes ou culpados?

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rabiscado por Palpitar at 11:47 |Permalink| |

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11 de maio de 2007
MADELEINE - A MENINA QUE ENCHE OS TABLÓIDES

Os jornalistas usam uma espécie de “Tábua dos 10 Mandamentos” para escolher as notícias e o seu destaque.

Chamam-lhe critérios editoriais, mas é um disfarce.

Bom, digamos que tem uns quantos que são verdadeiros ou mesmo aproveitáveis. Uma notícia é-o porque é nova interessante e diz coisas às pessoas.

Mas há os chamados critérios escondidos. Aqueles que de facto atraem as audiências. São os assuntos mais negros ou picantes da existência humana.

A morte, o sangue, o sexo, o sinistro.

É aqui que se explica porque o caso da menina Madeleine, desaparecida no Algarve - enche jornais de papel, falados na rádio e vistos na TV.

O caso Madeleine incorpora em si um eventual rapto por motivos sexuais e quiçá um homicídio.

Uma criança raptada, violada e morta é o topo da colina de qualquer escolha editorial tablóide que se preze.

Mais um pouco e só falta chafurdar na lama.

Nesse momento estaremos todos em frente de tv a ver.

No dia seguinte podemos todos criticar o assunto.

Mas já vimos e directo e ao vivo.

A alma negra dos jornalistas está de novo sintonizada com a do povo.

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rabiscado por Palpitar at 11:07 |Permalink| |

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