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11 de julho de 2007
Fábrica do Barreiro descobre que já não está em 1960
Demorou, mas acertaram.
Finalmente. E com 2 dias de atraso a empresa que terá poluído o ar do Barreio, assume a responsabilidade, promete reparar o estrago e abre portas a uma comissão de acompanhamento.
Na óptica mediática faltou uma "cara" da empresa falando às pessoas, através da imprensa.
Claro que depois de partir uns ossos e ficar com umas nódoas negras da pancada que levaram da população artingida, dos ambientalistas e do governo, é mais díficil recuperar.

A AP-Amoníacos de Portugal prometeu hoje reparar a avaria que provocou o
aumento das emissões de dióxido de enxofre e propôs a criação de uma comissão de acompanhamento das questões ambientais e de segurança da fábrica do Barreiro.
"A empresa garantiu que já tinha identificado a avaria - uma anomalia no funcionamento dos filtros da estação de
ácido sulfúrico - e que iria proceder à reparação dessa avaria
", disse Fonseca
Ferreira.

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rabiscado por Palpitar at 17:05 |Permalink| |

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10 de julho de 2007
A estratégia da avestruz.
Estão volvidas mais de 12 horas sobre o lançamento duma nuvem de poluição sobre a cidade do Barreiro.

Uma nuvem de dióxido de enxofre em quantidade 3 vezes superior ao máximo permitido por lei.

O caso é tão grave que o Ministério do Ambiente mandou a fábrica parar de trabalhar.

O governo decidiu.

As populações e os ambientalistas protestam.


As autoridades de saúde locais dizem-se preparadas e informam que não há casos importantes registados de reacção aos químicos poluentes.


Todos representam o seu papel, menos a empresa que terá poluído.

A empresa responsável AP Amoníaco de Portugal não aparece a dar a cara.

Não explica o que aconteceu, não assume a responsabilidade, não se oferece para reparar o que fez.

Apenas fez uma pequena nota à Agência Lusa. Do director a sacudir a água do capote.

Nota zero em comunicação de risco em saúde pública.


Luís Almeida, director da AP-Amoníacos de Portugal, explicou então à Lusa que não existem descargas na fábrica, lembrando que as emissões são controladas pelas
entidades competentes.

"Não existem descargas mas emissões fixas que emitem em continuidade e são controladas. Quando a caldeira é sujeita a intervenções, por vezes quando se ligam os ventiladores, as partículas são expelidas mas, em funcionamento, isso nunca acontece", garantiu então Luís Almeida.


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rabiscado por Palpitar at 12:58 |Permalink| |

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